São João del Pueblo - página do PCB de São João del Rei - Minas Gerais


São João del Pueblo definitivamente em novo endereço

A partir de hoje todas as atualizações do São João del Pueblo estão sendo feitas no endereço:

http://saojoaodelpueblo-pcb.blogspot.com .

 



Escrito por Alex às 18h35
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PCB na TV



Escrito por Alex às 14h21
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EUA têm 3 Cubas de miseráveis

EUA têm 31 milhões de miseráveis

 

Os Estados Unidos são tão ricos que mesmo no epicentro da crise econômica mundial ainda gastam com suas forças armadas mais que todos os outros países do mundo juntos. Isso equivale a 3% do orçamento do governo da União, como eles chamam o que chamamos de governo federal. Tal desperdiço é possível por que 25% do comércio mundial passam pelos EUA; Economias inteiras, da maioria dos países da América e da África, mas também de países europeus e asiáticos, são de fato controladas por bancos e acionistas estadunidenses; Mais de um terço dos minérios e da energia do mundo são sugados por esse país, que tem somente 4% da população mundial.

 

Contudo, essa riqueza toda não garante a esses 4% da população uma vida decente. Trinta e um milhões (31.000.000) de estadunidenses, quase um décimo da população, vive atualmente de tickets alimentação distribuídos pelo governo! Esses tickets correspondem a 6 dólares por dia, o que é insuficiente para matar a fome nos EUA. O número de pessoas sem assistência médica é maior, atinge 46 milhões. Devemos salientar ainda que os EUA têm a maior população carcerária do mundo, tanto em números absolutos quanto em porcentagem, embora se pretenda “o país da liberdade”. Pior que isso, existem atualmente mais de 17 mil pessoas sequestradas em todo o mundo e mantidas presas pelos EUA sem julgamento! Óbvio, para manter essa riquíssima tragédia humana, a educação precisa ter níveis muito baixos, e é o que de fato acontece, tendo algumas pesquisas constatado que mais da metade de população é incapaz de encontrar o próprio EUA no mapa mundi, e acredita que o Sol gira em torno da Terra. É tal realidade que permite que essa potência seja o país mais racista do mundo (o que a eleição de Obama não modifica) e que o fanatismo religioso esteja por lá se fortalecendo, de forma que o Partido Republicano é hoje um partido presbiteriano não menos que o Hamas é muçulmano.

 

Eis o modelo que os capitalistas nos apresentam!!? E o que alegam em defesa dos EUA? Coisas como o número de automóveis por habitante e salários nominais em dólares, ou seja, o sonho de consumo de bugigangas, como se fossemos tupiniquins.

 



Escrito por Alex às 22h46
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São João del Pueblo em novo endereço

Visite o São João del Pueblo no endereço

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Coluna lateral com links para sites internacionais, do PCB de todo o país, diversas páginas socialistas, e algumas de São João del Rei.

Confira!



Escrito por Alex às 01h54
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Câmara de Vereadores assume poder que estava com o executivo

Câmara dos Vereadores inflige derrota estratégica ao poder de Nivaldo

 

Por anos a fio, talvez décadas, as leis orçamentárias de São João del Rei têm sido votadas com um artigo absurdo, que permite ao prefeito modificar todo o orçamento por decreto. Ora, as leis orçamentárias têm sido portanto anuladas no momento mesmo em que são aprovadas! Ou seja, Câmara após Câmara tem cedido seu maior poder aos prefeitos.

 

Esse ano a história já ia se repetir. A completa liberdade de modificação orçamentária pelo prefeito estava no artigo 34 da Lei Orçamentária, e já ia sendo aprovada pelos vereadores, com o voto contrário somente de Vera (PT), que merece elogios por isso. Porém, entre a primeira e a segunda votação, a assessoria jurídica da Câmara pode constatar o óbvio, ou seja, a inconstitucionalidade desse acrescimo de poderes ao já exagerado poder executivo.

 

Assim, os vereadores que votaram a favor de se anularem reconheceram seu erro, e vão reformar esse artigo da lei orçamentária. É uma pena que tal avanço seja feito sob o argumento legalista, revelando seus limites, ou seja, que não traduz nenhum grande avanço da consciência política. O argumento legal pode indicar, pelo contrário, motivações politiqueiras, visto que os vereadores ficaram mais fortes. Nivaldo saiu derrotado, pois perdeu um poder estratégico, sem nem poder se defender.

 

Esse assunto não é indiferente aos comunistas! Basta lembrar que todos os países onde ocorreram revoluções socialistas praticamente extinguiram o poder executivo, unificando-se o legislativo com o executivo em parlamentos muito mais representativos que os desejados pelos capitalistas. Isso foi feito pelo reconhecimento de que a concentração de poderes nas mãos de um homem, seja em uma prefeitura, em uma escola, no Palácio da Liberdade ou do Planalto, é algo ineficiênte, e mais ineficiênte quanto mais complexa se torna a sociedade, e também é corruptor e perigoso.

 

E é uma idiotice imaginar que a revolução liquidará os assuntos políticos do regime capitalista como quem varre o chão. Não é assim que acontece na história humana. Pelo contrário, as revoluções sempre herdam muito dos regimes que derrubam. A União Soviética manteve muitos traços que todos os que não são russos percebiam como semelhantes ao tzarismo, e Cuba tem muitas semelhanças com os EUA, de quem foram na prática colônia nos 70 anos antes da Revolução. Isso por que, como dizia Lênin, é com os escombros do regime derrubado que se constrói o novo, por que é só o que se tem a princípio. Portanto, cuidemos para que no futuro o material de demolição seja o melhor possível.

 



Escrito por Alex às 21h41
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Justo é reestatizar a Embraer

Embraer anuncia 4 mil demissões!

 

Empresa criada com recursos públicos, quarta mais importante construtora de aviões do mundo, doada por FHC a capitalistas (por que privatização é um nome feio para roubo do patrimônio público), e desde então mantida ainda com dinheiro público, a Embraer está anunciando 4 mil demissões! Ou seja, tendo ganho a empresa já montada e mundialmente famosa e lucrado fábulas de dinheiro desde então, os novos donos, que não suaram uma gota para construir essa empresa, afirmam que não podem aguentar os anos da crise tendo um pouco de prejuízo para manter 4 mil famílias.

                                                          

Ora, é para enfrentar a crise que mais precisamos manter empregos, e é também nos momentos de crise que descobrimos quem é aliado e quem é inimigo. Os atuais donos da Embraer, cuja propriedade pode até ser legal no papel mas não tem legitimidade nenhuma, estão se comportando como inimigos do povo brasileiro, pois nesse momento acabar com 4 mil postos de trabalho é atacar a economia brasileira. É então o momento de perguntar – Por que não reestatizar a Embraer?

 

Os trabalhadores, ameaçados com 4 mil demissões, por que não tomam o controle da empresa e convocam a população brasileira a se manifestar a favor da reestatização? Já existem, no Brasil, casos de empresas ocupadas pelos trabalhadores. Por que não a Embraer? Seria impossível organizar greves de solidariedade nas faculdades e na Petrobrás? O governo Lula reprimiria os trabalhadores um ano antes da eleições?

 



Escrito por Alex às 22h10
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O problema de identidade da grande imprensa e o bicho papão

De que se esconde a imprensa capitalista?

 

Por que será que a imprensa de direita não se confessa como tal? A CNN, a Globo, a Veja, a Folha de S. Paulo, o Estadão, o Estado de Minas, o Tempo, a Época, a Record etc. etc., em resumo, a poderosa rede de comunicações dos capitalistas, sozinha em campo (uma vez que a esquerda brasileira é tão imatura que não tem um grande jornal sequer, e suas maiores revistas atingem uma ínfima minoria entre a própria esquerda), absoluta, quarto e maior poder do Estado... se esconde atrás de palavras como “imparcialidade” e “neutralidade”.

 

Pode-se alegar que exatamente por não ter que combater uma poderosa imprensa socialista, a mídia capitalista adota esse disfarce como tática para manter sua hegemonia. Mas ainda assim a necessidade de um disfarce é indicativo de algo podre. Comparemos com o exemplo oposto, Cuba, onde é o capital que não pode ter nem uma revistinha mensal com papel e tinta do povo cubanos, nem ter espaço em suas bancas. Ora, a imprensa de Cuba não se disfarça! Ela luta pela hegemonia também, mas de peito aberto. O maior diário de Cuba é o Granma, órgão oficial do Partido Comunista Cubano.

 

No entanto, a acreditar no que afirma nossa “livre” imprensa “neutra” e “imparcial”, nós é que devíamos nos disfarçar. O que falam dos comunistas é exagerado até para filmes de terror e ficção científica. Deve existir uma disputa secreta entre os mídia capitalistas em que o campeão do momento é o que tem a cara de pau de atribuir mais assassinatos e outros crimes aos comunistas. Ser comunista seria ser mau e sanguinário, ateu e pecador.

 

Curiosamente, cá estamos nós, orgulhosos de sermos comunistas e certos de que não somos os criminosos que nos pintam. Eles, que na versão deles deviam ser os mocinhos, orgulhosos de serem capitalistas, estão lá escondidos, fingindo que não são eles. Dupla covardia, batem em vítimas indefesas (direito de resposta só arrancado nos tribunais) e ainda escondem o rosto!

 

Esses dias, a Veja voltou a atacar Niemayer e Stálin. Faz parte da pauta da imprensa capitalista atacar os comunistas vivos e mortos, toda santa semana. Dessa vez Niemayer foi atacado por que defendeu Stálin. Ora, todos sabem que Stálin é o bicho papão dos capitalistas. Defender o bicho papão é pecado, que o tribunal da inquisição capitalista pune com a fogueira da imagem pública. Sorte que os comunistas devem ser mesmo bruxos, por que não se queimam nessas chamas de hipocrisia.

 

Mas voltemos à questão inicial. Como devemos acreditar na boa fé alheia, e que a imprensa capitalista tem um motivo decente mas inconfessável para fingir que não é capitalista, mas “neutra”, só podemos supor (no plural por que tenho quase certeza que ouvi isso de um amigo) que seja um baita medo do bicho papão!

 



Escrito por Alex às 22h02
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Os limites do populismo

A reação de Nivaldo à crise

 

A folha semanal dos tucanos, Gazeta de São João del Rei, denunciou que o prefeito Nivaldo (PMDB) pode demitir até 200 funcionários, a maioria concursados, nos próximos três meses. O motivo seria a queda brusca da arrecadação de ICMS, ou seja, do imposto que incide sobre a circulação de mercadorias e serviços – seria portanto um sintoma da crise econômica mundial.

 

Essa reação à crise é cheia de absurdos, que revelam fragilidades da política de Nivaldo.

 

Essa é uma crise típica do capitalismo, embora mais aguda, e sua base econômica real é uma super-produção, embora a imprensa capitalista evite o assunto. Essa sobra de produtos, que dificulta as vendas de todo mundo, só poder ser agravada pelas demissões. Portanto, entende-se que os empresários, que só visam lucro, demitam, pois moralidade e responsabilidade pública não fazem parte dos objetivos de nenhuma empresa capitalista.  Mas é óbvio que para combater a crise os governos deviam não só evitar demissões, mas contratar! Nesse momento, o discurso liberal de enxugar a máquina pública, mentiroso em qualquer época, se torna também criminoso.

 

Assim, devemos perguntar aos peemedebistas e nivaldistas – o que Nivaldo tem de melhor para fazer com o dinheiro que pretende economizar demitindo 200 pais e mães de família? Asfalto? Pedrinhas portuguesas? Precisamos dessas porcarias em tempos de crise? Certamente, uma preocupação é com as famosas “obras”, carro chefe do tipo de populismo aqui tratado.

 

Mas suponhamos que realmente fosse necessário demitir. Por que logo os concursados? Não sabemos que isso é contra a lei e vai gerar uma onda de processos contra a Prefeitura? Mas aqui esbarramos com outro limite do populismo. Quem Nivaldo vai demitir? Seus cabos eleitorais?

 

Observem como é absurdo o poder de um prefeito. Quando foi que Nivaldo falou de demitir durante sua campanha? Por quatro anos, ele pode fazer o que bem entender, com o cuidado de não esbarrar no Judiciário, poder que nem é eleito! Onde está o poder do povo? Onde está a dita democracia do capitalismo?

 

Em um momento como esse fica claro o quanto as coisas seriam diferentes caso o povo tivesse o poder de revogar todos os mandatos. Se em Outubro de todo ano acontecesse um plebiscito revogatório, Nivaldo estaria governando agora conforme no último ano de seus mandatos, e não falando de demitir 200 trabalhadores.



Escrito por Alex às 16h23
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Semelhanças entre PT e PSDB

PT e PSDB: O porco e o toucinho

 

Nas últimas semanas, o PSDB, com seus já tradicionais aliados de extrema direita, começaram a acusar o PT por fazer propaganda da ministra Dilma visando a presidência da República. O mais irônico é que o principal porta-voz da reclamação tucana foi ninguém menos que FHC, aquele mesmo que foi transformado em presidenciável exatamente quando era ministro de Itamar Franco! Ou seja, trata-se de mais um caso em que se aplica o famoso ditado popular – É o porco falando do toucinho!

 

Não é só nisso que PSDB e PT se parecem: A política econômica dos dois é idêntica; A política social é do mesmo modelo assistencialista, sendo que o PT elevou um pouco as cifras gastas com essa charlatanice; Nenhum dos dois deu nem um mísero passo para o fortalecimento do povo trabalhador, ou seja, para a criação de uma verdadeira democracia.

 

As diferenças entre PSDB e PT existem, mas são cosméticas: O PT deu às relações exteriores um pouco de dignidade e soberania (só um pouco, fique claro); Os investimentos em educação do governo petista são também um pouco maiores que os do PSDB, embora o modelo educacional permaneça idêntico; As Forças Armadas estão sendo reequipadas pelo PT de forma mais soberana.

 

Essas grande semelhanças e pequenas diferenças são todas ofuscadas pela grande disputa atual entre tucanos e petucanos! Não, não se trata da questão do apoio de Lula a Dilma, mas sim da disputa pelo PMDB !!! Sim, o PMDB, no passado tão atacado por essas duas siglas, agora é igualmente bajulado pelo PT e pelo PSDB. O PT lhe deu os mais importantes ministérios – educação, saúde, comunicação, defesa – e o PMDB ainda abocanhou as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados, de forma que é de fato o partido governante. Mas tamanho pagamento não garante a fidelidade desse partido aos petucanos, ou ao menos é o que pensam os tucanos, que o cantam abertamente!

 



Escrito por Alex às 17h15
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Juventude Comunista da Venezuela e o poder popular

“Pelo Socialismo, Criando Poder Popular !”

 

É com esse norte que a Juventude Comunista da Venezuela chamou seu Décimo Primeiro Congresso Nacional. Criar poder popular é o caminho para o socialismo, eis outra forma de dizer a mesma coisa. Devemos aprender isso com nossos camaradas venezuelanos, pois eles estão mais perto do socialismo que nós, e não estão em tempos de brincadeira.

 

Não se trata, porém, de uma exclusividade da Revolução Bolivariana. Também na URSS não seria possível a revolução socialista sem o poder soviético, e quando os Soviets perderam seu poder, inclusive no papel na Constituição de 1936, foi condenado o socialismo. Os bolcheviques conseguiram se manter no poder, por meio de uma ditadura que se iniciou em 1936 e perdeu o poder para uma ditadura contra-revolucionária em 1959. Ou seja, não conseguiram salvar o socialismo com essa ditadura.

 

Não haveria Revolução Chinesa sem as Comunas, nem sem democracia dentro do seu Exército, e de fato, em cada revolução socialista a vitória sempre está umbilicalmente ligada ao poder popular.

 

No Brasil, por capitulação completa, a “esquerda” não levanta a sério as bandeiras do poder popular. Onde está a revogabilidade de todos os mandatos? Onde está a exigência de uma lei de transparência completa das contas públicas? Onde a elegibilidade e revogabilidade de todos os cargos públicos? Onde a democratização (e em que isso diferiria de socialização) das estatais? Onde um plano de democratização e ampliação das Forças Armadas?

 

Aliás, por que a “esquerda” brasileira não começa por criar verdadeiro poder popular no movimento sindical e estudantil que dirige? Já teria essa “esquerda” lido A Guerra Civil em França de Marx ( A Comuna de Paris ) e O Estado e a Revolução de Lênin? Certamente que não, pois anti-comunista por ter sido educada sob a ditadura, de quem recebeu eficiente e subliminar lavagem cerebral, essa “esquerda” que chafurda na democracia liberal se acha teoricamente auto-suficiente, informada que é pela mídia de massas da burguesia.

 

Nos faz lembrar da outra parte do lema levantado pela JCV: “Unir, Estudar e Organizar”!

 



Escrito por Alex às 15h56
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Saúde pública em São João del Rei

Doentes obrigados a esperar passar o Carnaval !!??

 

Eis a realidade da saúde pública de São João del Rei. Os postos de saúde só voltam a ter médicos depois do Carnaval. Enquanto isso, são atendidos somente os casos de emergência. O povo trabalhador (e quanto mais trabalhador, mais pobre) tem que se aguentar com suas doenças desde as festas de fim de ano até o final de Fevereiro.

 

Essa realidade é indesculpável, e o nosso povo só a tolera por que ainda arrasta consigo a cultura de 400 anos de escravidão, portanto é submisso, abobalhado, acovardado. Além disso, é um povo mantido na ignorância. O que nosso povo pensa que sabe de Cuba é que lá seria uma ditadura!!?? Se nosso povo ao invés dessa idéia estapafúrdia soubesse o quanto Cuba é por natureza mais pobre que o Brasil e o quanto os cubanos têm mais saúde pública, logo exigiria melhoras por aqui.

 

Cuba não tem petróleo, nem carvão, nem minério de ferro, nem um rio capaz de mover uma hidroelétrica, nem água suficiente para toda a população (precisa dessalinizar água marinha em grande quantidade), ainda está sob bloqueio dos EUA há mais de 40 anos, e apesar disso tudo tem um médico para cada 170 habitantes, enquanto o Brasil, rico em quase tudo que existe sobre a Terra, e ainda aliado das grandes potências ao invés de bloqueado por elas, tem um médico para cada 900 habitantes, ou seja, cinco vezes menos que Cuba!

 

Apesar disso, os Conselhos Regionais de Medicina, órgãos compostos por médicos, afirmam que já existem médicos demais no Brasil. Para conter a criação de faculdades de medicina, os CRMs têm um argumento que é forte por ser verdade – a maioria das particulares oferece um ensino de péssima qualidade. – O que se estabelece é uma briga entre dois interesses mesquinhos. De um lado a tentativa de reduzir a oferta de médicos para aumentar os ganhos pecuniários dessa categoria. De outro a criação de pseudo-faculdades que são na verdade vendas de diplomas. Da até vontade de comparar com a educação em Cuba...



Escrito por Alex às 14h51
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A nova organização visual do São João del Pueblo

São João del Pueblo está funcionando com dois endereços

Em um provedor que oferece mais recursos, o São João del Pueblo pode oferecer uma barra lateral conforme seus objetivos organizacionais e políticos. No Zip.net a barra lateral é praticamente desperdiçada.

Com os primeiros itens da barra lateral - o símbolo do Partido, com seu número, e uma caixa de links para as últimas notícias da Página nacional do Partido (com excessão das que lá estão em um formato para o qual não conseguimos fazer links !!??) - já nos livramos da necessidade de ficar republicando os textos já publicados na página nacional.

Logo abaixo, mas de igual importância, é a barra com links para todas as outras páginas do Partido ou da UJC que encontramos. Com isso esperamos capilarizar as notícias de nossa página, tornando-a mais interessante, mas também estimular os camaradas de outras células a criarem seus blogs.

Agora, o que falta muito ao São João del Pueblo são notícias locais, uma vez que com essa barra lateral fornecemos boa quantidade de notícias nacionais e internacionais.

Visite nossa nova página:

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Escrito por Alex às 14h38
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A crise e os movimentos sociais em São João del Rei

Restaurante Popular nunca foi tão necessário!

 

A crise econômica mundial já está atingindo São João del Rei, assim como a maioria dos municípios mineiros, inicialmente por meio de centenas de demissões e uma quantidade maior ainda de férias coletivas das quais, sabemos, nem todos retornarão aos seus postos de trabalho. Ainda não temos o balanço da catástrofe, e também não seria muito útil, pois logo estaria desatualizado.

 

Embora a crise seja do capitalismo, somos somente nós, comunistas, que poderemos mover qualquer coisa a favor do povo trabalhador, no sentido de minimizar seu sofrimento. Não é verdade a tese do “quanto pior, melhor”, segundo a qual o capitalismo gerando miséria estaria abrindo caminho para o socialismo. Pelo contrário, o socialismo só pode ser construído por um povo trabalhador forte, ou seja, saudável, culto e organizado. A crise não fortalece nossa classe – não a deixa nem mais saudável, nem mais culta, nem mais organizada – portanto não apressa o fim do capitalismo.

 

Os capitalistas não podem cuidar da sorte do povo, pois uns estão muito ocupados pensando em como sobreviver à crise (e a primeira coisa que pensam é em explorar mais os trabalhadores) e outro em como ganhar com a mesma (o que também inclui explorar mais os trabalhadores).

 

A resistência dos trabalhadores, por sua vez, está comprometida, pois o desemprego já era grande e agora está batendo à porta. Além disso, o movimento sindical vive uma crise histórica no Brasil. Como teríamos que contar uma história que remonta à década de 1920, a análise dessa crise não cabe aqui. Mas o resultado, em São João del-Rei, é que só se pode contar com a combatividade dos sindicatos operários, mas estes estão sob um bombardeio de demissões, que os enfraquece política e financeiramente, e ainda lhes impõe um trabalho estafante – receber e cuidar dos papéis de centenas de demitidos.

 

Em tempos de desemprego (que no capitalismo são periódicos como as estações do ano), as greves se tornam temerárias, de forma que a luta dos trabalhadores deve se deslocar para o campo político e ideológico – nos aspectos econômicos os adversários imediatos não são mais os patrões mas os governos; deve-se denunciar a ineficiência da economia capitalista; deve-se denunciar o quanto o Estado capitalista só protege os capitalistas e pouco faz para o povo; deve-se defender o socialismo, assim como a ocupação de empresas pelos trabalhadores.

 

Em São João del Rei, a crise só não será maior por que é grande o número de aposentados e o peso de setores que não são atingidos diretamente pela crise, como os funcionários públicos. Além disso, a UFSJ abriu 650 novas vagas, o que significa que pelo menos 400 estudantes a mais chegarão na cidade em Fevereiro.

 

Contudo, se o crescimento do número de estudantes é bem vindo para a economia em geral, por outro lado, agravará ainda mais as condições dos trabalhadores pobres, pois encontrar uma casa para alugar em São João já não está fácil, e os aluguéis já estão caros. Se observarmos Ouro Preto, por exemplo, perceberemos que os aluguéis ainda podem subir muito por aqui. Ora, assim como os aluguéis, todos os preços  são pressionados para cima pelo crescimento da população em 400 bocas por ano, além dos nascimentos e da volta para casa dos desempregados nas cidades grandes. Por sorte, nesse caso funciona a lógica inversa – o que é um sintoma ruim da crise para a economia, a queda dos preços, vem a aliviar um pouco a situação dos mais pobres, em São João anulando o aumento da demanda resultante do crescimento do número de estudantes.

 

E o movimento dos estudantes? De fato, em todo o país, existe um movimento dos estudantes colegiais, ou seja, do ensino hoje chamado médio, e outro dos universitários. Em São João del Rei o movimento dos estudantes do ensino médio está adormecido. As entidades de base, chamadas Grêmios e concebidas para existirem uma por escola, não são fortes o suficiente para sobreviverem isoladas, e a União Municipal continua, há mais de dez anos, como braço do PT local, e não cumpre nenhum de seus papéis. Aliás, não faz é nada. Reduzido a fábrica de carteirinhas há anos, hoje não é nem isso mais! A Umes de São João del Rei é uma das dezenas de milhares de provas espalhadas pelo Brasil de que os partidos ditos “de esquerda” que aparelham organizações sindicais ou estudantis são mais nocivos ao povo que os próprios partidos de direita. O aparelhamento é o maior crime histórico do PT, e é por conta dele que os comunistas têm a obrigação de combater o PT sem tréguas – Não é comunista quem não entende essa necessidade.

 

Já o movimento universitário da UFSJ é hoje o único do país que se pode afirmar livre da partidarização e do aparelhamento. O DCE-UFSJ é hoje dirigido pelas entidades de base dos universitários, os Centros Acadêmicos, e em 2008 deu provas de sua força, derrotando duas vezes a Reitoria. Existem, porém, problemas nos movimentos sociais que não são de organização nem de democracia, mas simplesmente de tática política. O DCE-UFSJ tem se contentado com as promessas do Reitor de construir um Bandejão, ao invés de lutar pelo Restaurante Popular. Ora, quanto egoísmo, quanta limitação política, quanto exclusivismo estudantil! O que é um Bandejão se não um Restaurante Popular só para estudantes? É isso que desejam os universitários? Um Restaurante Popular que não seja aberto ao povo pobre? Não é justo, nem inteligente! Aliás, não é nem um pouco inteligente! É o isolamento dos universitários e seu afastamento do povo.

 

Como protagonistas do movimento social mais organizado e forte de São João del Rei, pois hoje essa é a posição do DCE-UFSJ, os universitários precisam, nesse momento crítico para o povo trabalhador, levantar uma bandeira que unifique todos os movimentos sociais em torno de uma necessidade verdadeira do povo. Não é o momento de exclusivismos. Em 2009, a criação de 11 novos cursos sem nenhuma estrutura renderá muito trabalho ao DCE-UFSJ, mas um movimento maduro não pode se entregar ao sabor do vento e reduzir-se a responder demanda por demanda que aparece, pois isso é perder a iniciativa. Lutando pelo Restaurante Popular, que deve ser exigido da Prefeitura (aliás, foi uma promessa de campanha de Nivaldo), os universitários ainda mantêm aberta a possibilidade de levantar outras exigências perante a Reitoria, que assim estará desobrigada do Bandejão.

 

É claro que é obrigação dos comunistas lutar para que os movimentos sociais se fortaleçam e se movam, que adotem formas de organização e táticas eficientes e justas. Mãos à obra!



Escrito por Alex às 18h14
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OEA admite processo contra Estado Brasileiro por violação dos direitos humanos

O caso Gabriel Sales Pimenta

Comissão Interamericana da OEA admite processo contra o Governo Brasileiro por violações de direitos humanos.
 
Em 17 de outubro de 2008, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) admitiu o caso Gabriel Sales Pimenta contra o Estado Brasileiro. O relatório de admissibilidade nº. 73/08 foi o resultado de uma denúncia apresentada pelo Centro pela Justiça e Direito Internacional (CEJIL) e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) da diocese de Marabá em 8 de novembro de 2006.
 
Os fatos do caso em tela remontam ao ano de 1982, quando o advogado e defensor de direitos humanos Gabriel Sales Pimenta foi vítima de homicídio na cidade de Marabá, localizada na região sudoeste do Estado do Pará. O assassinato ocorreu num contexto de violência relacionado com os conflitos
decorrentes da luta pelo acesso à terra no Brasil.
 
Representante legal do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Marabá e sócio fundador da Associação Nacional dos Advogados dos Trabalhadores da Agricultura, Gabriel Sales Pimenta foi o primeiro advogado da história de Marabá a conseguir cassar, no Tribunal de Justiça do Pará, uma liminar "ilegal e abusiva" da Comarca de Marabá que havia permitido a expulsão das 158 famílias das terras de "Pau Seco" e, onsequentemente, a reintegração de todas elas ao lote.
 
Após várias ameaças de morte por parte do fazendeiro que se afirmava proprietário de Pau Seco, Gabriel foi assassinado em 18 de julho de 1982. Baseando-se em evidências apuradas, o inquérito policial concluiu que o fazendeiro Manoel Cardoso Neto (Nelito) foi o mandante do crime, tendo como intermediário José Pereira da Nóbrega (Marinheiro) e executor Crescêncio Oliveira de Sousa. O processo criminal começou sua tramitação em 1983, se arrastou por longos 23 anos na comarca de Marabá, nenhum dos acusados foi a júri popular. Em 2006, após a prisão de Nelito que estava foragido, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará decretou a extinção do processo em razão de prescrição. O processo se encerrou com o triunfo da impunidade!
 
No seu relatório de admissibilidade, a Comissão Interamericana referiu-se à "falta de diligência" do Estado Brasileiro "em investigar de modo eficaz" os fatos do caso do assassinato de Gabriel Sales Pimenta e "punir os responsáveis por esse crime". Da mesma forma foi relevada a "suposta falta de prevenção da privação da vida da vítima", tendo esta sido "motivada por suas atividades como líder sindical".
 
O CEJIL e CPT consideram de extrema importância a admissibilidade do caso Gabriel Sales Pimenta tendo em vista que é um caso emblemático por evidenciar problemas que infelizmente continuam fazendo parte da realidade brasileira, como a gravidade da violência no campo e a criminalização de movimentos sociais, colocando em risco a vida e a integridade física de defensores de direitos humanos no Brasil.
 
Devido à prescrição do processo, a CPT de Marabá, protocolou também uma representação perante o Conselho Nacional de Justiça - CNJ contra o Tribunal de Justiça do Estado do Pará e os Juízes que atuaram no caso. A CPT espera que essa representação não tenha o mesmo caminho que o do processo criminal, o da impunidade!
 
Marabá/Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2009.

Nota: Gabriel Sales Pimenta era irmão de nosso camarada Rafael Pimenta, que foi candidato a prefeito de Juiz de Fora em 2008, obtendo 2% dos votos.



Escrito por Alex às 15h57
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Derrota das armas imperiais de Israel

Israel perdeu!

Poucos meses depois de ser enxotado do sul da Palestina, Israel, colônia estadunidense com o exército mais moderno do mundo, está se retirando da faixa de Gaza. Seus porta-vozes, incluindo a Rede Globo, a Veja e TODA a grande imprensa brasileira podem até desconversar, e assim enganarão os ignorantes, mas Israel sofreu indiscutível derrota, em uma guerra onde foi praticamente o único lado a disparar!

Ou seja, foi uma derrota e um ridículo sem iguais na história humana. Por quase três semanas, Israel atacou um território de míseros 360 quilômetros quadrados ( entre São João del Rei e BH é possível enfileirar três faixas de Gaza ! De largura, 10 Km, a Faixa de Gaza tem menos que a distância entre São João del Rei e Tiradentes! ) tão atapetado de gente que as bombas podiam cair em qualquer lugar que estavam atingindo algum alvo. Mesmo assim, os números de combatentes palestinos mortos varia de 48, segundo o próprio Hamas, e 500, segundo Israel.  Em outras palavras, o Hamas (Movimento de Resistência Islâmica, originalmente financiado, que ironia, por Israel!) não foi nem arranhado. O número de mortos israelense varia de 10, segundo Israel, a 80, segundo o Hamas.

Em outras palavras, o Hamas está comemorando uma vitória militar e seu porta-voz ainda afirmou: "Nós demos ao inimigo sionista uma semana para se retirar da Faixa de Gaza" !!? Enquanto isso os israelenses amargam a desmoralização mundial. Estão sendo comparados, em todo lugar, mesmo dentro de Israel, aos nazistas!

Ora, essa derrota de Israel é uma derrota militar dos EUA. As armas de Israel são estadunidenses. Se dezenas de milhares de soldados, com as armas mais sofisticadas do império, não podem esmagar uma população previamente reduzida à mendicância, armada quase exclusivamente de fuzis, então nenhum povo do mundo tem nada a temer do poder bélico desse império decadente.

E as armas imperiais já estão bastante desmoralizadas. No Iraque e no Afeganistão, dois países pequeninos, que caberiam juntos dentro Minas Gerais, controlam na verdade poucas áreas, de forma mal controlada, e acabarão tendo de abandonar os dois a seus piores inimigos. Note-se, esses paisinhos tinham governos detestados pelo seu próprio povo, e estavam extremamente mal armados. Na Iugoslávia, por sua vez, depois de três meses de bombardeio, as tropas iugoslavas que se retiraram do Kosovo estavam completas!

Nunca existiu uma potência militar tão destruidora quanto os EUA, mas também nunca antes a maior potência militar do planeta foi tão incapaz de se impor aos demais Estados pelas armas. Países do tamanho do Brasil, ou mesmo bem menores, como a Venezuela, já são muito maiores do que as armas estadunidenses estão provando agüentar!



Escrito por Alex às 15h22
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Livros da Estudos Vermelhos

Estude e Contribua

O acordo entre a editora Estudos Vermelhos e o PCB de São João del Rei continua de pé. Agora, ao encontrar um livro da Estudos Vermelhos (a venda somente na Estante Virtual), se ele tiver o final 21 centavos, ao comprá-lo você estará contribuindo para o PCB de São João del Rei. Eis os livros já a disposição:

Karl Marx - A Comuna de Paris ( Trata-se da obra publicada originalmente com o título de Guerra Civil em França ).

Karl Marx - Trabalho Assalariado e Capital.

Friedrich Engels e Rosa Luxemburgo - O Cristianismo Primitivo ( são dois artigos, Contribuição para a história do cristianismo primitivo e O Socialismo e a Igreja, o comunismo dos primeiros cristãos, respectivamente de Engels e Rosa ).

Fidel Castro - Cuba e Europa ( trata-se de um discurso de 2003 em que o Comandante primeiro fala da Revolução Cubana, depois responde às ofensas européias à altura merecida ).

Stálin - Materialismo Dialético e Materialismo Hsitórico.

Alexandra Kolontai e Klara Zetkin - Mulher e Família ( são três artigos, um de cada uma dessas revolucionárias e um pequenino de Lênin ).

Carlos Marighella - Mini Manual do Guerrilheiro Urbano.

György Lukács - Consciência de Classe.

Alex Lombello Amaral - Reflexões sobre cinco anos de política estudantil.

Para comprálos clique Aqui



Escrito por Alex às 15h11
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A crise no Brasil e a luta da população de Itabira

O Diário da Classe publicou um artigo que mostra o quanto as bases estão atualmente bem mais avançadas que os "dirigentes"! A população de Itabira, onde o Sindicato dos Metalúrgicos - METABASE - já calcula mais de 1.500 demissões, está levantando a bandeira de reestatização da Vale, enquanto em Brasília as centrais sindicais só agora romperam negociação com os empresários, e isso sem a presença da CUT. Leia mais sobre a manifestação de Itabira:

Itabira pára contra demissões!



Escrito por Alex às 17h07
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Mineiros se manifestam contra o massacre estadunidense em Gaza

Dia 15 de Janeiro

Manifestação contra os EUA e sua colônia:

Israel

A guerra no Oriente Médio não é religiosa. Os culpados não são nem os judeus, agora no ataque, nem os árabes, que estão sendo massacrados sem chance de defesa. De fato, Israel não é um estado judeu, mas uma colônia dos EUA. Há cerca de 50 anos, usando a crença absurda da "terra prometida", os EUA e a Grã-Bretanha financiaram o chamado movimento sionista, que foi o recrutamento de judeus retardados (ninguém que não o seja pode acreditar na "terra prometida", muito menos em um lugar tão ruim quando o centro do mundo árabe) e miseráveis para invadir a Palestina. Essa é a origem de toda a guerra. Os palestinos não lutam por sua religião, ou para destruir o estado judeu (Israel não tem soberania nenhuma, não chega a ser um estado), mas para expulsar os invasores.

Hoje, Israel é o único país que vota ao lado dos EUA na ONU contra Cuba. Aliás, se o embaixador dos EUA enlouquecer e defender que dois mais dois são cinco, terá ao seu lado o voto de Israel, pois assim devem se comportar as colônias. Ontem, dando o exemplo, a Venezuela expulsou o embaixador de Israel. Ora, se os EUA já têm embaixadores nos diversos países, por que são necessários embaixadores de Israel? A manifestação do dia 15 devia pedir a expulsão do embaixador israelita do Brasil e a condenação dos EUA como culpados pelo massacre.

Dia 15, na praça 7, às 7 horas, terá início uma exposição de fotos do massacre de Gaza. Até às 15 horas acontecerá uma vigília cívica, depois os manifestantes se dirigirão, em passeata, à Federação Israelita.

Nunca é demais lembrar - os brasileiros de religião judia não têm nada haver com esse massacre! Eles estão fazendo o certo, vivendo no Brasil em paz, pagando seus impostos e cumprindo outras obrigações de cidadãos BRASILEIROS. Mesmo os que imaginam ser parte de outro povo, judeu, e que ajudam Israel, na verdade não passam de uns bobos, e gente com problemas mentais não pode ser culpada de nada, e sua ajuda a Israel na verdade não vale nada - Quem financia, arma, respalda internacionalmente, e manda Israel agredir os árabes são os estadunidenses. 



Escrito por Alex às 13h39
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As profundas diferenças entre o comunismo e o petismo

O comunismo e o petismo

Devido aos anos de aliança política e ao enorme destaque que a mídia burguesa sempre deu ao PT, todo comunista já teve o desprazer de ser confundido com petista. Aliás, tanto a mídia burguesa quanto o próprio PT sempre fizeram questão de mostrar semelhanças externas entre petistas e comunistas, a exemplo da cor vermelha.

Precisamos aproveitar esse momento, em que Lula, o grande cacique do PT, está com os mais elevados índices de popularidade, para informarmos aos quatro ventos que o comunismo é completamente diferente do petismo, pois se deixarmos para o fazer daqui há um tempo, quando essa popularidade estiver por terra, seremos acusados de oportunismo, de abandonar o navio afundando, e portanto perderemos credibilidade.

Vamos à questão. Dizem que existem comunistas dentro do PT, e comunistas petistas fora do PT, mas isso não é possível. O máximo que pode existir são petistas com simpatia pelo comunismo, pois qualquer um pode ser petista somente com as informações que recebe da mídia, das escolas e igrejas, ou seja, do estado burguês, mas ninguém consegue ser comunista sem estudos. Reside nesse ponto não somente grande parte da diferença entre comunistas e petistas, mas uma diferença raiz e histórica. Desde sua fundação o PT se distanciou da tradição marxista, posicionando-se hostilmente em relação às revoluções socialistas do século XX. Elas seriam, conforme a propaganda burguesa, ditaduras, e portanto ficaram para escanteio os teóricos a elas relacionados. E mais, o campo dito marxista dentro do PT era quase todo trotskista. Ora, os trotskistas já descartam como stalinistas os próprio Stálin, Politzer, Fidel, Mão Zedung, Ho Chi Minh, Henver, Tito Brós, Amazonas, Prestes e não poucos excluem até Gramsci dos estudos. E na verdade quem já leu obras de Lênin sabe que este foi prolixo em ataques a Trotski, antes e depois de 1917, de forma que as lideranças trotskistas, para se afirmarem leninistas precisam esconder o próprio Lênin de suas bases.

A pretensão confessa dos fundadores do PT ao romperem com o marxismo era criar uma "nova esquerda", mas o que criaram foi um partido sem as experiências das gerações passadas e internacionais, pois de fato o marxismo é isso e não o demônio imaginado por alguns. Assim, de fato criaram um partido que cometeu todos os erros das "velhas" esquerdas de diferentes épocas. Em alguns casos dos utópicos da primeira metade do século XIX tentando criar modernos falanstérios, em outros aos partidos da 2ª Internacional do início do século XX aparelhando sindicatos e se reduzindo a aparelho dos carreiristas sindicais, para terminar como os partidos europeus ditos social-democratas de nossos dias, já completamente capitalistas. Nota-se que avançaram no tempo, mas recuaram na história! Se tivessem estudado isso tudo, ou seja, se fizessem um socialismo científico, teriam evitado esse fracasso tão completo.

Outra profunda diferença é a prioridade eleitoral em oposição à prioridade revolucionária. Além do objetivo eleitoral gerar políticas imediatistas e populistas, por outros lado o objetivo revolucionário exige uma política profundamente anti-eleitoral que é informar a verdade por mais desagradável que esta seja às massas! A verdade, dizia Gramsci, é sempre revolucionária. Não se trata de uma questão moral, mas prática. Muito além de ganhar a confiança do povo trabalhador, se trata de fortalecê-lo! Não existe poder nenhum sem conhecimento. Não existe forma nenhuma de ser livre sem ser culto, como dizia Che. Ora, o PT, tão rico, nunca criou um grande jornal, e mesmo na Internet não tem uma imprensa que corresponda à sua força política, e se tivesse criado seria para repetir o que diz toda a grande imprensa, para não correr o risco de perder nenhum votinho.

Dizer a verdade é anti-eleitoral por que todo aprendizado exige esforço, desperta a preguiça e daí a resistência inicial, sobretudo quando o que se tem a ensinar e aprender é bem o contrário do que sempre se aprendeu. Por exemplo, toda a grande imprensa brasileira, e mesmo livros didáticos, afirmam que Cuba é uma ditadura, e nós comunistas ensinamos que de fato Cuba é bem mais democrática que o Brasil, os EUA, a França e tantos outros países. Algumas dessas informações, além de contrárias ao que sempre se aprendeu, são também desagradáveis. Por exemplo, toda a grande imprensa e os livros didáticos afirmam que o Brasil é uma democracia, que as eleições diretas são o melhor tipo de democracia que existe. É claro que temos que desmentir essas bobagens, e que muita gente prefere ficar na ilusão, e lá se vão os votos. Por isso, se um Partido Comunista adotar prioridades eleitorais estará no caminho de deixar de ser comunista.

Existe uma outra grande diferença entre os petistas e os comunistas que reside na questão do Estado, que já começamos a abordar no parágrafo anterior. A questão do Estado inclui o debate sobre o que é e o que não é democracia. Os Partidos Comunistas nasceram da Revolução Soviética e o poder soviético, que durou de 1917 a 1936, era uma forma de estado e de democracia completamente diferente dos capitalistas. Na democracia soviética o poder era exercido diretamente pelo povo, e todos os mandatos eram revogáveis. Nas eleições diretas, a forma de democracia adotada pelos regimes capitalistas, o poder do povo é na verdade não só indireto, mas praticamente nulo. O PT contudo nasceu defendendo as eleições diretas, mergulhou nas Diretas Já com a alma, tanto que derrotado o movimento no Congresso chegou ao absurdo de recusar-se a votar em Tancredo no Colégio Eleitoral. Depois defendeu eleições diretas para a UNE e adotou eleições diretas internas!

Ora, é lógico que a maioria do povo acredita nas eleições diretas, e que portanto essa política é eleitoralmente boa. Isso por que só com estudos se pode entender que de fato essa forma de "democracia" é o poder do capital, não do povo, e que já existem, desde a Comuna de Paris de 1871, experiências de poder do povo trabalhador que limitam a influência do capital. Sem o estudo do marxismo, o PT foi uma esquerda tão "nova" quanto os republicanos franceses de 1793 e 1848, que defenderam o voto universal e as eleições diretas como se daí fosse resultar um governo do povo. Mas essa esquerda de duzentos anos atrás tinha em sua desculpa o fato de não ter experiências históricas em que se apoiar, ou seja, não ter muito o que estudar. Nessa época, mesmo os capitalistas acreditavam que perderiam as rédeas se fosse instituído o voto universal masculino e as eleições diretas. No século XXI, contudo, é muita ignorância ainda acreditar nas eleições diretas.

Para entender em detalhes as diferenças entre comunistas e petistas existe uma obra escrita 80 anos antes da fundação do PT, mas que parece ter sido escrita por um profundo conhecedor desse partido. Trata-se de "Que Fazer?" escrito por Lênin em 1903. As semelhanças são assustadoras, e para quem tem bom humor chegam a fazer rir. Isso não se deve a nenhum dom de previsão de Lênin, mas à semelhança dos objetos estudados, visto que não estudar e daí recuar diante dos frágeis argumentos liberais em 1903 ou em 2009 não são coisas muito diferentes.

Não é possível esgotar aqui esse assunto tão extenso. Ficam esses parágrafos como estímulo para esse debate tão importante para a formação dos comunistas.



Escrito por Alex às 00h46
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O que a comunicação dos comunistas pode ensinar com a crise econômica?

O debate que nos interessa sobre a crise econômica

O blog Que cem flores desabrochem, que cem escolas rivalizem, nome inspirado em frase de Mao Zedung, comunista chinês, publicou um artigo sobre a crise econômica que resolvemos noticiar pois tem o mérito de levar o debate sobre a mesma para o rumo que nos interessa, que não é a choradeira capitalista, nem a absurda esperança lulista de escapar da crise. O que nos interessa na crise é usá-la contra o capitalismo, e temos que estudar para isso, que é um trabalho complicado e não uma baderna ou o fim espontâneo do capitalismo.

Só um comentário - não podemos ter nenhuma esperança de que o capitalismo caia de podre por conta de uma crise, mesmo que esta seja mesmo pior que a de 1929. Lênin já o tinha dito antes de 29, o capitalismo precisará ser derrubado. Pela primeira vez na história a transição de um modo de produção para outro só pode ser consciênte, até por que o problema já foi posto e de qualquer forma será acompanhado conscientemente, e sofrerá intervenções consciêntes, quando até o século XIX não se conhecia nem os modos de produção. A crise é portanto uma mudança no terreno do conflito, que beneficiará quem melhor a compreender, mas não resolverá o conflito sozinha. Claro que me refiro ao conflito entre a humanidade trabalhadora e o capital.

Eis o artigo:

Algumas lições da crise para nossa luta

Outro artigo interessante no mesmo sentido, da página portuguesa Resistir:

Realmente, "É o sistema, estúpido"



Escrito por Alex às 01h47
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Os presentes de Natal dos tucanos e petistas para o povo de São João del Rei

Aumentos de impostos e passagens, dívidas e mentiras

A administração tucana-petista que felizmente terminou, na saída deu mais duas facadas no povo de São João del Rei. Mesmo dizendo que o fez a pedido da equipe de transição, o ex-prefeito tucano foi quem enviou à Câmara uma proposta de lei que eleva o IPTU em mais de 100%, segundo a própria imprensa dos tucanos, que é a Gazeta de São João del Rei. Outra facada foi um aumento de R$ 0,10 nas passagens de ônibus, sendo que o último aumento aconteceu há somente três meses. O gerente da empresa, agora vereador tucano, afirmou que o aumento ainda não é o ideal!

A folha tucana ainda noticiou que "Nivaldo diz ter herdado dívida de R$ 4 milhões". Notem o verbo "diz", que abre espaço para a possibilidade do prefeito recém empossado estar mentindo. Ora, não se trata de dinheiro público? Por que então o mistério? De quanto é a dívida da Prefeitura? Em quatro anos de mandato o PSDB e o PT não conseguiram instituir uma verdadeira transparência das finanças públicas? Por que? O ex-prefeito negou a dívida, "não soube, no entanto, contabilizar a dívida com os fornecedores"? Isso é piada? Que porcaria de país é esse? Como é que o jornal de maior circulação da cidade, de propriedade da principal chefe política dos tucanos em Minas Gerais, sendo o ex-prefeito tucano e existindo tucanos tanto na legislatura passada quanto na recém empossada não consegue esclarecer ao público como andam as contas da Prefeitura?

Para finalizar, a Gazeta noticiou que "Tranqüilidade marca posse nas Vertentes", quando no finalzinho do mesmo artigo informa que em Barroso, onde a prefeita eleita não foi empossada, mas sim o perdedor, tucano, a população se manifestou no dia 31 de Janeiro, chegando ao ponto de queimar títulos eleitorais em frente ao cartório! Ora, é lastimável que se abram esses precedentes, que na verdade estão acontecendo em todo canto. Logo, sob qualquer desculpa, os oposicionistas serão sempre caçados. Parabéns para a população de Barroso, pois de que servem os títulos eleitorais se agora a Justiça é que está dando a vitória aos candidatos?



Escrito por Alex às 16h58
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Partido Comunista de Israel condena agressão israelense a Gaza

O Partido Comunista de Israel defende que israelenses e palestinos formem um só país, com direitos iguais para todos, sem as anacrônicas leis religiosas dos fanáticos judeus e islâmicos. Sobre os ataques dos últimos dias contra os palestinos amontoados no gigantesco campo de concentração que é a Faixa de Gaza, eis a declaração do PCI:

Condenar o ataques mortíferos a Gaza: Apelo à mobilização internacional



Escrito por Alex às 13h50
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Liberdade de expressão volta a ser desrespeitada no Brasil

Mais uma vez "Justiça" brasileira ataca a liberdade de expressão

Dessa vez foi em Santa Catarina, em repressão à greve dos policiais e bombeiros. O governador pediu e a "Justiça" prontamente mandou tirar do ar os sites dos grevistas e de um deputado que os apoia. Leia mais:

Greve dos praças em Santa Catarina

A propaganda liberal, única opinião que no Brasil se pode assistir em todas as dezenas de TVs, na grande imprensa escrita e falada, afirma cinicamente que o capitalismo é um regime de liberdade! Eis a liberdade em Santa Catarina e tantos outros casos recentes.



Escrito por Alex às 13h20
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Contribuição ao debate sobre a posição do PCB em São João del Rei entre 2009 e 2011:

Os comunistas e a administração Nivaldo 

Eleito prefeito de São João del-Rei com mais de metade dos votos válidos, Nivaldo de Andrade (PMDB) já deu declarações que indicam suas primeiras ações na Prefeitura, e como também já foi prefeito de São João duas vezes e de Tiradentes uma, sabemos o que esperar. Em breve, teremos que reunir o Partido para decidir nossa posição sobre a nova administração. Não é uma decisão simples.

Para as forças políticas eleitoreiras e corruptas só existem duas opções - ou entrar na onda nivaldista na esperança de empregos, cargos e votos, ou adotar a postura anti-nivaldista, também rica em votos, pois de fato podemos dizer que o anti-nivaldismo ficou com 49% dos votos válidos. O anti-nivaldismo tem sido a tática de PT e PSDB, mas não serve aos comunistas.

Basta observar as primeiras medidas anunciadas por Nivaldo:

- Até Fevereiro voltarão a funcionar os Restaurantes Populares, encerrados pela gestão elitista PSDB-PT que afundou a cidade entre 2004 e 2008. Ora, esses restaurantes são hoje uma grande necessidade pública, sobretudo devido ao acréscimo de 650 estudantes na UFSJ. Um dos maiores beneficiados por essa medida, ironicamente, será o Reitor dessa Universidade, sobre cujos ombros cairia essa obrigação, pressionado que tem sido por um movimento universitário organizado e de forças crescentes. Os universitários, agora, já podem começar a pensar em outra bandeira principal na área de assistência estudantil, pois o Restaurante Universitário deixa de ter serventia. Essa outra bandeira é na verdade óbvia dado o aumento do número de estudantes sem crescimento da oferta de habitação.

- Já foi enviado para a Câmara o projeto que escalona a cobrança de IPTU e água, dando aos mais pobres descontos que são quase uma isenção. Ou seja, Nivaldo está mais maduro, não vai dar a isenção, como fez em outros mandatos, contra a lei, mas legalmente. Devemos ser sinceros, isso é a aplicação de impostos progressivos, que estavam no programa da Frente Socialista e são aplicados em países como a Suécia e a Noruega.

Ora, essas duas medidas só merecem o apoio completo dos comunistas! Os anti-nivaldistas certamente arranjarão argumentos contra elas, mas por que não têm de fato nenhum interesse nas condições de vida do povo, somente em suas carreiras eleitorais. Carreiras estas muito prejudicadas pela habilidade de Nivaldo, que dando um tapa de luvas no PSDB e no PT, já anunciou que está cortando 180 cargos comissionados, ou seja, que está enxugando a máquina transformada em cabide de empregos por seus adversários!

Então por que não ingressar na base de apoio de Nivaldo? Sobram motivos:

- Nivaldo está forte, não precisou de aliados para se eleger, nem precisa deles para se sustentar, de forma que administrará mais sozinho que nos mandatos anteriores. Por exemplo, está fechando secretarias. Ora, apóia-lo nessas circunstâncias seria uma ação incondicional, ou seja, não o influenciaríamos em nada! Em outras palavras, somos mais úteis à população mantendo-nos independentes.

- Conhecemos Nivaldo e sabemos que pode cometer absurdos contra o patrimônio cultural, histórico e ambiental, embora nada disso tenha sido declarado por ele, nem exista disso nenhuma pista. Temos esperança de que também tenha amadurecido nesse sentido, mas não podemos apostar nisso.

- Não o apoiando ficamos de mãos livres para engrossar manifestações, publicar textos, organizar a pressão social contra seu mandato se for necessário... e pode ser necessário!

- O governo Nivaldo, embora adote medidas sociais de centro-esquerda, politicamente é de direita, não por ser PMDB, mas por que é populista, ou seja, se apresenta como "salvador da pátria", como único protagonista, excluindo a participação popular. Em outras palavras, lembra o Lula. Não devemos fortalecer esse tipo de política.

 



Escrito por Alex às 16h13
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Tucanos se destacam como inimigos da educação

Eis o que podemos ter que aguentar como presidente da República se prevalecer a vontade do tucanato paulista:

São Paulo corta aulas de história!



Escrito por Alex às 18h46
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PT e PCdoB mandam polícia bater e prender manifestantes que defendiam os interesses nacionais!

O que aconteceu com nossos "camaradas"?

A Agência Nacional do Petróleo, órgão anti-democrático instituído pelos tucanos de FHC e mantido pelo PT, tem a função de gerenciar a distribuição de nosso petróleo pelos conglomerados de interesses capitalistas. Ao invéz de abolir essa aberração e devolver à Petrobrás o monopólio sobre o petróleo, o PT colocou na sua presidência Haroldo Lima, vice-presidente do PCdoB.

Reduzido a rabo do PT, o PCdoB, ao invéz de usar esse espaço para defender os interesses brasileiros, curvou-se ao capital, e não só permitiu o leilão do campos petrolíferos brasileiros para firmas estrangeiras, como mandou reprimir os manifestantes contrários. Sim, o PCdoB, chamou a polícia contra manifestantes! O mundo dá voltas! O PCdoB não é mais o partido de João Amazonas, Pedro Pomar, Diógenes Arruda e tantos outros revolucionários comunistas. Hoje, o PCdoB é um partido completamente lulista, capaz de mandar prender os comunistas!

Veja mais: Por ordem da ANP manifestantes são espancados e presos em manifestação no Rio contra leilão.

 



Escrito por Alex às 05h17
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O PCB não é mais um partido eleitoreiro, é uma organização de revolucionários para transformar o Brasil

 2009

Esse ano não é de eleições, o que significa que teremos tempo, forças e dinheiro livres para os trabalhos políticos mais importantes, que no momento, apesar da crise, são de organização e formação não só do Partido mas de todo o povo.

Em São João del-Rei podemos afirmar que os comunistas nunca estiveram tão organizados e que a formação teórica e sobretudo prática nunca foi tão adequada. Porém, nosso grupo ainda é muito pequeno, portanto pouco espalhado. E há que se destacar que nas dezenas de municípios e povoados vizinhos, como Prados, Nazareno, Resende Costa, Coroas, Ritápolis, Bichinho, Tiradentes, São Tiago, Barroso, Caquende, Rio das Mortes etc. etc. nem sequer imaginam nossa existência em São João. Ora, sem superar essa barreira, esse impedimento que mantém todas as cidades menores completamente hegemonizadas pela direita, não precisamos nem começar a pensar na vitória da revolução.

A situação do povo, contudo, é ainda pior, completamente desorganizado e desinformado, ou seja, fraco. Nem é preciso dizer que se não existisse a necessidade de organizar e instruir o povo trabalhador também não existiria a necessidade de um Partido Comunista.

Portanto, em geral, ai estão duas propostas de tarefas para o PCB de São João del-Rei em 2009. Realizar os esforços necessários para a expansão pelo interior e trabalhar aqui mesmo em prol da organização e instrução de nosso povo. Esse é o verdadeiro trabalho revolucionário, fortalecer o povo trabalhador, mais e mais, até que suas forças não possam mais ser controladas pelo capital.

 



Escrito por Alex às 01h18
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A crise coloca na ordem do dia a defesa da revolução socialista

A constante redução dos trabalhadores a escravos

Depois que os capitalistas reconheceram que seu adorado modo de produção entrou em crise mais uma vez, ao invés de abaixarem suas cabeças ocas e ficarem calados, resolveram chantagear os trabalhadores - ou bem aceitam reduções salariais, aumento do tempo de trabalho e abrem mão de outros direitos, ou bem sofrerão demissões em massa!

Portanto, quando a economia vai bem os trabalhadores têm que ser sacrificados por que assim exige a "concorrência em um mundo globalizado", ou seja, os acionistas que não trabalham e já são ricos querem ficar mais ricos. Quando esse modo de produção ultrapassado entra em crise os trabalhadores têm que ser sacrificados para evitar demissões em massa, ou seja, os acionistas preferem demitir pais de família e super explorá-los do que reduzir um pouco seus enormes lucros!

Ora, com base no marxismo-leninismo temos uma proposta melhor - vamos socializar as empresas estratégicas, todos os bancos, as empresas estatais ou que foram privatizadas, as que falirem, e prender quem vive de juros e lucros provenientes de papéis por vagabundagem. Eis a única saída econômica não só para essa grande crise, mas para o capitalismo.

Não há crise econômica capitalista que não seja resolvida por uma revolução socialista! É hora de soltar novamente o fantasma do comunismo para animar os pesadelos dos capitalistas, que desde a queda da URSS elevaram seu cinismo e sua arrogância a níveis que, sob a crise, tornam-se insuportáveis.

 



Escrito por Alex às 14h12
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Nota do Coletivo A Hora é Essa

Sobre as eleições no DCE-USP

As eleições para o DCE da USP ocorreram nos dias 25, 26 e 27 de Novembro e tiveram sua apuração realizada nos dias 28 e 29 de Novembro. Terminado o processo de votação, a comissão eleitoral, composta pelo DCE, APG - Capital e mais quinze centros acadêmicos, analisou as atas das urnas e das centrais eleitorais. Foram constatadas irregularidades em mais de 50 % das urnas, com impugnação de 12 das 51 urnas da eleição.

Houve desaparecimento da urna Farmácia - SP durante o segundo dia, por ter sido aberta no ICB sem nenhum aviso à Central Eleitoral do Butantã, impossibilitando eleitores na Farmácia de exercerem o direito ao voto. A urna da FOFITO - SP foi removida aberta da unidade quando estudantes desejavam votar.

Além disso, ocorreu o gravíssimo arrombamento da central eleitoral de Ribeirão Preto, o segundo maior campus da USP, durante madrugada do dia 27, com uma das urnas claramente violada - Med I -, outras com indícios de violação e o desaparecimento de 400 cédulas de pós-graduação para o DCE. Os CAs de Ribeirão Preto, - que organizaram as eleições durante toda a semana - entendendo que todas as 10 urnas estavam sob suspeita de fraude, decidiram não abrir as urnas no terceiro dia por completo descrédito com a lisura do pleito. Havia a opção de continuar o processo com urnas reserva, mas a central de Ribeirão Preto havia recebido apenas 2 urnas, insuficientes para refazer o processo todo em apenas um dia.

As eleições também foram interrompidas, ainda que parcial e temporariamente, em diversos dos campi, além de franca baderna e confusão em vários lugares, chegando ao cúmulo da violência física na EACH, desrespeitando o direito dos alunos de manifestação da sua vontade política.

Por todos esses motivos, a Comissão eleitoral reunida nos dias 28 e 29 de Novembro, antes do início da apuração, decidiu pela impugnação dessas urnas e pela elaboração de um Relatório em que ficassem registradas essas práticas, nunca antes vistas num processo eleitoral do DCE da USP.

Apresentamos nesta nota nossa completa insatisfação com o andamento do pleito, apesar dos setores do movimento que pretenderem ignorar esses ocorridos. Não reconhecemos a legitimidade de uma eleição baseada em fraudes, no desrespeito aos mais básicos princípios democráticos de direito ao voto e no uso descabido do poder econômico, em flagrante desrespeito à deliberação do Conselho de Centros Acadêmicos, que optou por um teto de gastos de R$ 5.000 para cada uma das chapas, incluindo as doações e ações voluntárias. Repudiamos publicamente, e não de hoje, práticas que só ocorrem pela vontade de aparelhamento das entidades estudantis.

No próximo sábado (13/12), haverá o Conselho de Centros Acadêmicos (CCA) para avaliação do trabalho da comissão e discussão das eleições do DCE. É fundamental que todos os Centros Acadêmicos da USP recorram aos documentos da Comissão Eleitoral para sua avaliação do processo e tomada de decisão responsável no próximo CCA.

Nossa posição, como coletivo, diante de todos os fatos que tomamos ciência, está posta. Um conjunto de fatos graves e sem precedentes está colocado diante de nós. Entendemos que, neste momento, qualquer vacilação pode ratificar e abrir a possibilidade de aprofundamento das práticas ocorridas nesta eleição para os próximos anos no movimento estudantil da USP.

Além disso, reconhecemos que a atual gestão também não apresentou alternativa política aos estudantes. Queremos apresentar uma proposta, junto com uma série de centros acadêmicos que já estão discutindo essa possibilidade: a construção de um Congresso de Estudantes da USP pelo conjunto dos centros acadêmicos antes de um novo pleito, por onde poderá ser revista tanto a estrutura regimental do DCE quanto seus posicionamentos políticos nos próximos anos. Uma saída coletiva ampla não baseada na gestão, mas de revisão e reconstrução da legitimidade da entidade.

Não vacilamos: nosso lado é o da legitimidade e da tradição democrática do movimento estudantil da USP!



Escrito por Alex às 14h48
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Análise das eleições no DCE da USP: A vitória de Pirro do PSTU

PSTU comemora vitória eleitoral !!??

 

Estamos aliados ao PSTU em São João del-Rei, como se nota por diversos textos abaixo, mas infelizmente entre nós existem diferenças enormes. Eis que acabamos de ver, pela lista de sites do blog Estudos Vermelhos, que o PSTU está comemorando em seu Blog nacional, o Molotov (curiosamente escolheram o nome de um marechal que foi fiel a Stálin até depois de sua morte), uma vitória eleitoral, no DCE da USP, diga-se de passagem, contra os outros dois partidos que compuseram a aliança municipal em São João del-Rei, o PSOL e nós do PCB.

 

Analisemos essa vitória. Dos mais de 76 mil estudantes da USP, votaram somente 6.497. Ou seja, faltaram só 70 mil! A chapa vencedora teve 3.314 votos, ou seja, míseros 4,4% dos estudantes, uma vitória de Pirro. A representatividade de um DCE desses é bastante questionável. Mesmo que a direção fosse proporcional e as outras quatro chapas fossem representadas na diretoria, não representaria sequer 10% dos estudantes.

 

Mas isso não é o pior. Como quase sempre, essa eleição de DCE foi marcada por denúncias de fraude, tendo sido “uma urna supostamente violada”. Por conta dessa desconfiança surgiu outro fato escandaloso, e comum nas eleições de DCE em todo o país, “A comissão eleitoral”, segundo o Blog Molotov, “controlada pela chapa Baião de Todos, impugnou as urnas do campus de Ribeirão Preto”. Esse tipo de coisas, as diversas formas de fraude eleitoral, explicam em parte a desmoralização do movimento que leva mais de 95% dos estudantes da USP a se afastarem da eleição.

 

A partidarização foi completa. Segundo o próprio PSTU, das cinco chapas, a vencedora é ligada a esse partido, em segundo lugar ficou a coligação PSOL e PCB com 2127 votos, em terceiro PT, PCdoB e MR8 com míseros 514 votos, seguidos pelos anarquistas com 451 e o PCO com 91. A partidarização também certamente afasta a massa de estudantes. Agora, mesmo os militantes dessas quatro chapas derrotadas, ligados a diferentes partidos, estão afastados e tendem à oposição. Ou seja, dos menos de 10% que foram às urnas, que portanto reconhecem ao menos a existência do DCE, cerca de metade acabam de ser excluídos.

 

Outro efeito negativo das eleições diretas nos DCEs normalmente é a divisão da esquerda. O artigo do Molotov mesmo confirma que “a apuração viveu momentos de tensão”, e um comentário ao mesmo acrescenta que um dos ingredientes da campanha foi a calúnia.

 

Certamente, como toda eleição de DCE, esses problemas todos são somente a ponta do iceberg, afinal a fonte que temos até agora é a mais interessada em legitimar essas eleições. Contudo, são suficientes para que todos os que leram Reflexões sobre 5 anos de política estudantil se lembrem desse texto, que no entanto já tem quase dez anos.

 

Reiteramos que não temos problemas com os companheiros do PSTU de São João del-Rei, que não precisam ler esses recados, mas seus companheiros a nível nacional precisam:

 

1 – Leiam novamente O Estado e a Revolução, de Lênin, para entenderem que a democracia liberal, seja ela em um país, uma cidade, um Sindicato ou um DCE, não serve para os revolucionários. Só nos causa mal. Quando não elege nem um vereador em todo o país, o PSTU se lembra de atacar a democracia burguesa, mas para dominar os DCEs parece que ela serve...

 

2 – Esse foi o caminho da UJS e do MR 8 no movimento estudantil, do PT no sindical. Vejam bem o que aconteceu com eles! É esse o destino que desejamos para nossos partidos? Que se tornem outros PTs? Então ficassem lá dentro!

 



Escrito por Alex às 21h24
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Pronunciamento do Secretário Geral do PCB no X Encontro Mundial de Partidos Comunistas e Operários

Proletários de todo o mundo, uni-vos!



Escrito por Alex às 18h49
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ônibus de estudantes de Divinópolis em São João del Rei para pressionar Reitor da UFSJ

Estudantes de Divinópolis em greve

Cerca de 35 estudantes de Divinópolis, cujas três turmas (Medicina, Enfermagem e Bio-química) estão enfrentando problemas absurdos em seus novos cursos, chegaram em São João del-Rei no dia 18 de Novembro, e estão alojados no Campus Dom Bosco. O objetivo deles é pressionar a Reitoria para que tenha responsabilidade no processo de criação de novos cursos.

Mais detalhes em http://ufsjdivinopolis.blogspot.com .



Escrito por Alex às 13h29
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Adiado curso de formação marxista

Atenção

O curso de formação marxista que estava marcado para o próximo final de semana foi adiado para data ainda incerta.



Escrito por Alex às 13h25
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Será que somos tão poucos?

André Luan Nunes Macedo

Os estudantes da UFSJ neste ano encontram-se cada vez mais mobilizados com o intuito de reivindicar uma universidade que tenha condições dignas de estudo. Entretanto, vemos que a reitoria curiosamente discute a resistência estudantil, com o ínfimo argumento que apenas algumas cabeças dirigem a opinião do alunado; diante da estrutura precária encontrada para os estudantes da UFSJ, será que nossa causa é defendida por tão poucos assim? Somos considerados poucos porque lutamos pela voz estudantil? Por desejarmos uma UFSJ referenciada socialmente? Por não sermos partidários do espírito individualista burguês, que não representa o que entendemos por democracia? Por sermos solidários pela causa popular? Por ter, como única ferramenta para que se faça valer um diálogo efetivo, a mobilização social? Porque queremos salas de aula? Porque lutamos por um Restaurante Universitário? Porque queremos mais laboratórios na UFSJ? Por sermos o único movimento estudantil no Brasil que dialoga democraticamente com a base dos estudantes?

Quem pode contestar que somos poucos? A reitoria, que inaugurou apressadamente um campus sem as mínimas condições para que os estudantes dos cursos de Farmácia, Medicina, Enfermagem e Bioquímica possam realizar o seu trabalho com dignidade? Que manipula o jornal da universidade, emitindo neste somente os “grandes feitos” da atual administração? Que prometeu uma assistência estudantil, com R.U e moradia para o primeiro semestre do ano que vem e certamente não irá cumpri-la ( é só perguntarem se há alguma pilastra levantada para a construção dos apartamentos e do nosso R.U aqui em algum local da cidade)?

Creio que a luta pela voz dos estudantes jamais foi tão reivindicada por estes na nossa instituição ; cada vez mais precisamos nos unir para sermos escutados; 2008 mostrou-nos que a batalha pela dignidade estudantil em 2009 será ainda maior; nosso interesse não tem rosto, não é de um ou dois, mas de todos aqueles que lutam por uma UFSJ popular.

 



Escrito por Luan às 06h16
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O governo Lula e o sub-imperialismo brasileiro

Leiam esse texto publicado originalmente, notem bem, em um jornal mexicano:

http://www.pcb.org.br/paraguai5.htm .

Nossos vizinhos são muito mais unidos, o que é facilitado pela fala do castelhano, do que imaginamos. Já estão todos atentos ao Brasil. O que temos a ganhar com o papel sujo de dividir a América Latina? Ou em outras palavras, qual a vantagem de ficarmos isolados contra todo o resto da América Latina?

 



Escrito por Alex às 19h35
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Governo Lula apoia torturadores

PT supera as piores expectativas

 

Desde que dois Promotores Gerais processaram dois torturadores em São Paulo, iniciou-se uma polêmica que atingiu até o ministério de Lula, com alguns ministros defendendo que os torturadores foram anistiados em 1979, e outros defendendo que não existe anistia para torturadores.

 

Ontem, o governo do PT se posicionou – a favor dos torturadores. A Advocacia Geral da União posicionou-se em defesa dos torturadores como se o próprio governo tivesse sido atacado!

 

Está ai a melhor faceta do governo Lula, desmascarar o PT.

 



Escrito por Alex às 14h12
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PCB demora a resolver problemas em seu principal meio de comunicação

De volta aos blogs comunistas

 

Já se passaram meses desde que publicamos aqui no São João del Pueblo o texto “Blogs comunistas”, e semanas que voltamos ao assunto com o texto “Decisões do PCB sobre o São João del Pueblo”. Desde então, o Partido ainda não conseguiu avançar um único passo no que atualmente é seu mais eficiente meio de comunicação – a Internet. Além de resistências infundadas por parte dos camaradas mais velhos em relação à Internet, consideramos que nesse aspecto o Partido está empacado como sempre os partidos de esquerda o fazem em diversas questões por falhas burocráticas em sua organização. Mas por outro lado, nossos conhecimentos sobre o assunto ampliaram-se.

 

No artigo “Blogs comunistas” defendemos a proposta de que o Partido incluísse, em sua página principal, uma coluna de links para os blogs do Partido de todo o país. Não sabíamos então como isso poderia funcionar tecnicamente. Agora sabemos! O blog Estudos Vermelhos, http://estudosvermelhos.blogspot.com tem na lateral uma lista de sites que serve de exemplo. Aparecem os sites em ordem de atualização, com o título da última matéria e há quantos minutos, horas, dias, semanas ou meses foi postada, e por vezes o nome do autor. Não é nada tão difícil. É um recurso simples, que poderia ser incluído na página inicial do Partido sem prejuízo nenhum dessa. Conseguimos fazer isso em São João del Rei, e seria inconfessável vergonha se o CC não conseguisse o mesmo!

 

Quem entrar no Estudos Vermelhos notará que nem todos os sites aparecem com as últimas atualizações. Dos “Artigos de Fidel” para baixo, incluindo os sites nacionais do Partido e da UJC, só aparecem os nomes dos sites. O motivo disso é também simples. Esses sites não têm o recurso chamado feed. Mais uma vez, não só os sites de São João del Rei, o São João del Pueblo e o Estudos Vermelho, mas diversos sites de células do Partido estão a frente do site nacional, pois têm feed.

 

O site nacional do Partido tem outros problemas técnicos, como os textos em pdf que muitos internautas não conseguem ler.

 

Ora, as resistências à Internet por parte dos comunistas são de uma infantilidade absurda, uma vez que, conforme já afirmamos, esse meio é hoje nossa principal forma de comunicação. Não é preciso repetir aqui a importância da comunicação para a organização e toda a política do Partido, pois esse assunto já foi exaustivamente abordado por Lênin, inclusive no texto “Por onde começar?”, publicado aqui e no Estudos Vermelhos.

 

Mas somente essa resistência conservadora não seria suficiente para adiar os necessários avanços na página do Partido. Certamente a lerdeza se deve também ao emperramento da máquina burocrática do Partido. Ora, assim como Lênin afirmava ser possível medir o grau de preparo do Partido Bolchevique pelo funcionamento de sua imprensa, podemos dizer hoje de nosso Partido, com a triste diferença que publicar jornais proibidos no exterior era coisa muito mais difícil que aperfeiçoar uma página na Internet.

 



Escrito por Alex às 11h23
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Frente Socialista deve se manter em São João del Rei

Unidade entre os socialistas

 

O Secretário Geral nacional do PCB, camarada Ivan Pinheiro, escreveu recentemente um artigo defendendo a criação de uma frente política real e permanente:

 

http://www.pcb.org.br/analise.htm .

 

Coincidentemente nos mesmos dias o PSTU de São João del Rei fez uma reunião de reorganização (um fruto da participação no processo eleitoral), e nos enviou um convite para mantermos em funcionamento a Frente Socialista que criamos para as eleições de 2008.

 

Aceitamos imediatamente, e devemos estender o convite ao PSOL de São João del Rei e à Consulta Popular, que aqui está se organizando.

 



Escrito por Alex às 19h01
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Marcio Pochmann: Socialismo dos ricos?

Toda a cantilena neoliberal que ganhou mentes e corações nas últimas duas décadas não chegou ao fim, mas já se encontra profundamente abalada. Primeiro, por sua já comprovada desconexão das promessas enunciadas com os resultados alcançados e, segundo, por sua inconfiabilidade aos ricos justamente nas fases de baixa da economia, como observada na crise financeira atual.


Por Marcio Pochmann*



Ao ser recuperado o conjunto norteador das teses neoliberais, constata-se a fé inquebrantável no caminho único da desregulamentação, no alívio tributário para os ricos e no enxugamento do papel do Estado, que foi a maior fonte da contenção do desempenho econômico e do alargamento da pobreza e da desigualdade no mundo. Essa doutrina levada às últimas conseqüências produziu um mundo com enorme desequilíbrio, marcado pelo brutal poder econômico concentrado em poucas hipercorporações transnacionais, em geral superior ao de países e de organismos multilaterais.


Associado ao decorrente enfraquecimento da governança global, assistiu-se ao avanço da crença de que os pobres e os destituídos do mundo devessem assumir a culpa por sua condição. Outrora reconhecida por vítima do sistema econômico excludente e demandante de apoio público, a parcela excluída da população viu ruir a base pela qual encontrava propulsão para sua emancipação em face da desconstrução das políticas universais e a ascensão das ações cada vez mais focalizadas aos pobres pelo raquitismo estatal.


A desregulação, a regressividade tributária e o desvirtuamento do compromisso do Estado com ações emancipatórias do conjunto da população não geraram apenas um mundo mais desigual e profundamente injusto. Houve também a desconfiança generalizada de que o homem não mais seria capaz de construir coletivamente uma trajetória superior, dada a ênfase no curto-prazismo das decisões políticas e gerenciais e do individualismo narcisista apoiado na economia do ter, inclusive com a inviabilização da sustentabilidade ambiental do planeta. Tudo isso, é claro, na fase de alta dos negócios, quando só os "neobobos" – como se convencionou à época – ousavam pensar diferente das teses neoliberais.


Quando entra em cena a fase de baixa da economia, os postulados da desregulamentação e da responsabilidade fiscal são rapidamente esquecidos. Os recursos que anteriormente faltavam para combater a pobreza e para potencializar a emancipação dos excluídos aparecem em profusão para salvar os ricos, mesmo com operações de socorro ocorrendo a descoberto. Em nome da solvência das grandes corporações econômicas, desaparece a defesa da auto-regulação das forças do mercado para dar lugar à centralidade do Estado na intervenção de quanto for preciso e onde for necessário.


Justificam-se, evidentemente, as ações estatais tomadas até o momento diante da complexidade da fase de baixa da economia desencadeada pela crise financeira. Mas isso não pode ocorrer desacompanhado da revisão ampla e profunda do papel do Estado. O retorno do Estado ao centro da coordenação econômica concede oportunidade inédita para uma nova regulação que viabilize oportunidade equivalente a todos em torno do bem-estar socioeconômico.


* Marcio Pochmann é presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).


FONTE: Folha de S.Paulo


Escrito por Sammer Siman às 02h40
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Greve dos estudantes da UFSJ Campus Divinópolis

Greve Estudantil

Os estudantes dos cursos de Medicina e Enfermagem recém criados pela UFSJ em Divinópolis entraram em greve nessa madrugada. O segundo mandato do reitor Helvécio, em eleições com um candidato só, tem justificado a campanha que alguns estudantes dessa instituição fizeram pelo voto nulo nos muros da cidade. Autoritarismo e decisões suspeitas já resultaram em uma ocupação da reitoria. Agora, uma greve estudantil. E estudantes têm sido perseguidos politicamente, inclusive na justiça.

Eis o manifesto dos estudantes de Divinópolis:

Manifesto dos cursos de Enfermagem e Medicina - UFSJ

Diante das incertezas de uma formação acadêmica condizente com as exigências do mercado profissional e, principalmente, devido à possibilidade de não nos tornarmos aptos a contribuir com a melhora da saúde do país, os discentes dos cursos de Enfermagem e Medicina da Universidade Federal de São João Del Rei Campus Centro-Oeste Dona Lindu, comunicam a paralisação de todas as suas atividades estudantis desde a zero hora do dia vinte e nove de outubro de dois mil e oito.
 
Infelizmente, fomos obrigados a tomar essa atitude drástica, visto que as diretrizes mínimas para a abertura e funcionamento de tais cursos não estão sendo cumpridas.

Mesmo enfrentando extremas dificuldades ao longo do primeiro semestre, acreditávamos que, por sermos as primeiras turmas de um novo campus, os graves problemas enfrentados seriam solucionados em um período curto de tempo. No entanto, a continuidade das precárias condições de infra-estrutura, a presença de um corpo docente extremamente reduzido e, sobretudo, a tentativa de implementação de um currículo que não só desconsidera as limitações físicas e técnicas da região, mas que também ignora a ausência de uma rede-escola consolidada evidenciam que tal expectativa não se concretizará imediatamente.
 
Além disso, as falsas promessas da reitoria para equacionar todas essas dificuldades e a duplicação do número de vagas para os próximos vestibulares (sem antes resolver os entraves que limitam um aprendizado de excelência) retratam a forma negligente de como o ensino superior é abordado no Brasil. Com essa atitude, fica evidente que tal expansão universitária não leva em consideração a qualidade do ensino.
 
Assim, não é difícil concluir que esse ato irresponsável, brevemente, conduzirá as universidades federais ao total sucateamento. Por todos esses fatores e após inúmeras tentativas de acordo, estamos recorrendo a um dos direitos mais democráticos da nossa constituição: a greve. É importante salientar que não somos contra a universalização do acesso ao ensino superior, ou seja, nosso manifesto busca reivindicar condições dignas que proporcionem uma graduação qualificada para todos.

Temos convicção que a executiva da Universidade Federal de São João Del Rei reconhecerá o equivoco de suas atitudes e, rapidamente, disponibilizará os recursos e requisitos mínimos determinados pelo Ministério da Educação para o pleno funcionamento das escolas de Enfermagem e de Medicina. Deve-se acrescentar que tal greve se deu em função de uma falta de diálogo efetivo entre as partes envolvidas.

Por se tratar de um ato extremo e de enorme desgaste para todos os lados, devemos trabalhar incessantemente para que esse tipo de medida não se faça necessária novamente. Por fim, gostaríamos de agradecer a toda população da cidade de Divinópolis, a qual nos recebeu de braços abertos e que, sem dúvida, deposita nesses discentes toda uma esperança de um dia transformar essa macro região em uma das maiores referências em saúde do país.
 
Obrigado a todos aqueles que confiam e acreditam em nossa causa.
Elaborado pelos discentes dos cursos de Enfermagem e Medicina.
Divinópolis, 29 de outubro de 2008.

Confiram o movimento dos alunos da UFSJ em:
http://ufsjdivinopolis.blogspot.com/


Escrito por Alex às 21h42
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Sites que permitem o estudo dos caminhos da revolução

Estudos Vermelhos

Na lista ao lado existem alguns sites que permitem o estudo de diversos textos marxistas, nas mais diferentes línguas. Recentemente, foi criado mais um blog com essa finalidade. Trata-se do http://estudosvermelhos.blogspot.com . Nele foram postados três textos até agora:

1 - A tradução de "Por onde começar?", que o São João del Pueblo também publicou.

2 - Reflexões sobre cinco anos de política estudantil.

3 - Raízes da Contra Revolução Soviética.

Trata-se de um blog administrado pelo secretário geral do PCB de São João del-Rei, destinado não a notícias, nem a informes do Partido e direcionamentos políticos, mas tão somente à publicação de textos para estudos. 



Escrito por Alex às 16h57
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PCB exige saída de tropas brasileiras da fronteira com o Paraguai

Nota da Comissão Política Nacional do PCB

http://www.pcb.org.br/paraguai3.htm .



Escrito por Alex às 02h26
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O governo Lula e o FMI

Cale a boca FMI

 

Como todos sabemos, o presidente Luís Ignácio da Silva trocou toda a papelada da dívida da qual o FMI era fiador por uma papelada pela qual o Brasil paga mais caro, mas não tem a marca agourenta do Fundo Monetário Internacional. Quando fez isso, demagogicamente Lula afirmou que o Brasil tinha pago sua dívida externa. Trata-se de uma mentira, mas com a vantagem de nos livrar das opiniões contraproducentes desse Fundo fictício controlado pelos EUA e Inglaterra que têm sozinhos a maioria dos votos.

 

Porém, há poucas horas, o FMI voltou a dar um palpite sobre nossa economia. Afirmou que os gastos primários são um risco para o Brasil. O que os EUA realmente querem dizer é que o Brasil não deve investir em portos, energia, metalurgia e outros itens que são a base de qualquer economia. É o mesmo que disse à China, meses atrás, quando opinou, pela boca de Bush, que esse país devia gastar menos petróleo. É como dizer que os outros países não devem crescer demais para não tomar mercados dos EUA.

 

Ora, algum crescimento dos investimentos é uma das poucas coisas boas do governo Lula, e ainda é bem tímido, pouco, insuficiente. Portanto, temos que concordar com Lula – o FMI devia ir dar palpites para os EUA ! Informem por lá que são eles que vão ter que consumir menos combustíveis, e que são eles que terão que controlar os gastos primários...

 



Escrito por Alex às 17h48
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Repressão contra a liberdade dos trabalhadores

Trabalhadores ocuparam Flasko há 4 anos !

 

Há quatro anos a Flasko, do setor dos plásticos, está nas mãos dos trabalhadores. A empresa funciona então muito melhor do que quando nas mãos de capitalistas. Contudo, provando que o único caminho é a revolução, o Estado brasileiro, com destaque para o reacionário governo paulista e, pasmem, para governo Lula, e outras empresas, sabotam a Flasko o tempo todo.

 

A última é o corte de energia elétrica por parte da Companhia Paulista de Força e Luz. Veja diretamente no Blog da Flasko:

 

http://www.flasko.blogspot.com .

 

A conclusão a que chegamos é simples - os trabalhadores paulistas só serão livres no dia em que também controlarem a CPFL e todas as outras empresas importantes do país, retirando à burguesia o poder de atrapalhar nossa vida.

 



Escrito por Alex às 12h54
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Socorro Vermelho

Daniel Auim rumo a Cuba

 

Daniel Auim Chaves Simões, 54 anos, é um velho combatente pelo socialismo. Professor de física na Faculdade Dom Bosco, trocou as salas de aula pelo trabalho operário. No dizer de seu filho Rafael Sedov, “Foi viver na periferia, sentir de perto e compartilhar as dificuldades da classe trabalhadora, e ali fomentar seus ideais revolucionários.” Lutou pela anistia, ajudou a fundar o PT em São João del-Rei quando esse partido parecia rumar para o socialismo e quando essa crença de desfez, fundou o PSTU. Por muitos anos, foi diretor do combativo Sindicato dos Metalúrgicos.

 

Há cerca de dez anos, Auim adquiriu uma doença no sistema nervoso de causas desconhecidas, que o torna cada dia mais dependente de seus familiares, e já o impede quase por completo de exercer qualquer militância política, significando enorme perda para os poucos revolucionários de São João del-Rei.

 

A esperança, como sempre desde 1º de Janeiro de 1959, vem de Cuba, onde existe o Centro Internacional de Recuperação Neurológica, que já deu resposta positiva sobre a possibilidade de tratar Daniel Auim. Seus familiares estão confiantes no tratamento cubano, mas para tanto precisam de ajuda financeira. Quem quiser ajudar pode realizar depósitos na conta de Rafael Sedov:

 

38.920-X Var 01 da agência 0162-7 do Banco do Brasil, em nome de Rafael Sedov de Souza Chaves, cpf 098043116-66. Rafael pede que os doadores guardem os recibos, para que em caso do tratamento não se realizar possa devolver o dinheiro.

 



Escrito por Alex às 17h57
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A inexistência das leis dentro das porteiras dos novos senhores:

Um museu de relações sociais

A Companhia Têxtil Sanjoanense, hoje oficialmente chamada Pirapora Têxtil, é a indústria, no sentido de maquinofatura, mais antiga da cidade, como se nota pela data em seu frontispício – 1891 – o ano dois da República !

Nos últimos tempos, porém, a Sanjoanense está se tornando célebre por motivos menos nobres. Primeiro, decidiu não pagar mais a insalubridade, com o argumento surreal de que as condições lá dentro são salubres. Ora, todos sabem que vários aposentados das indústrias têxteis sofrem de surdes. Existem também doenças relacionadas ao algodão e aos produtos químicos usados na tinturaria. A tática da fábrica é conseguir atestados que afirmam que as condições são saldáveis. A empresa que fez um desses atestados falsos faliu pela quantidade de processos que está tendo que responder no país todo...

Depois, um funcionário foi agredido a socos por um dos gerentes dentro das instalações da empresa e dentro de horário de trabalho. Há pouco tempo, uma funcionária foi desrespeitada e ameaçada pelo seu chefe, chamada de má funcionária, tudo dentro de uma tática de pressão para que a mesma não fosse candidata à Cipa, órgão dos trabalhadores para fiscalizar as condições de segurança, sobre o qual nenhuma empresa deveria dar nenhum palpite.

A última, e igualmente contra a lei, foi a demissão de um diretor do Sindicato, dois dias depois de inscrito na chapa, contrariando completamente a CLT.

A realidade da Sanjoanense é retrato do país, onde os exploradores querem estar acima das leis. Acham, os donos das empresas, que podem ser ditadores dentro de seus muros. Uma herança, sem dúvidas, da escravidão, que marcou a ferro as elites sociais brasileiras. Só deixarão de se comportar como senhores de escravos no dia em que forem chicanos em Miami.

 



Escrito por Alex às 15h58
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Fonte: Jpnoticias .

15 mil brancos, nulos e ausentes
 
"Dos 64.863 eleitores de São João del Rei 9.670 destes optaram por não votar, 2.006 votaram em Branco, 3.550 votaram Nulo, totalizando 15.226 eleitores que não quiseram votar em nenhum dos quatro candidatos a prefeito em São João del Rei. Este total é superior a votação do 2º Colocado Cristiano da Silveira, candidato do PT, apoiado pelo Presidente Lula e do 3º colocado, Adenor Simões, candidato do PSB, apoiado pelo governador Aécio Neves."
"Este resultado pode estar associado ao fraco desempenho da coligação PSDB/PT que vem governando o município de São João del Rei nos últimos quatro anos. Provavelmente, Cristiano e Adenor herdaram o desgaste do Governo Sidney de Souza, uma vez que ambos foram peças chaves da atual gestão."


Escrito por Alex às 15h13
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Os comunistas devem acreditar no povo

“O povo é burro”: Elitismo e fascismo de certas “análises” sobre as eleições

 

Depois de qualquer eleição capitalista, como os resultados são sempre aquém do que esperam os mais politizados, surge a versão de que o povo é burro, adorada sobretudo pelos perdedores. A culpa da ignorância do povo (note-se que há enorme diferença entre ignorância e burrice) é jogada contra o próprio povo! As elites econômicas riem-se da pretensa inteligência dos perdedores, enquanto o povo pobre e trabalhador fica ressentido, e distancia-se da intelectualidade, respondendo desprezo com desprezo. Sendo um dos principais trabalhos comunistas aproximar o povão da intelectualidade, essa mútua aversão deve ser combatida, nunca estimulada. A versão de que o povo é burro não se encaixa em nada do discurso comunista.

 

Esse engano não somente se repete em quase todo o país, mas em todos os lugares do mundo onde a “democracia” é organizada de forma capitalista, ou como é mais exato, onde o capitalismo adota a FORMA democrática. Os EUA elegem os Bush, a Itália os Berlusconi, e não há país capitalista onde não se elejam os mesmo tipos que aqui, em São João del-Rei. São povos com diferentes culturas, diferentes educações escolares e experiências políticas, assim como no próprio Brasil o desnível entre as cidades é acentuado, mas mecanismos eleitorais semelhantes produzem resultados semelhantes.

 

As eleições podem sim ser usadas como propôs Engels, como termômetros do preparo do proletariado para a revolução socialista, e até como instrumentos para calcular outras diversas coisas, mas seus resultados em raríssimos casos criam qualquer constrangimento ao capitalismo. A culpa não é da ignorância política da população, embora essa possa ser medida em diferentes aspectos pelas eleições. A culpa é das eleições em si, que não são uma forma de poder popular, mas somente de escolha, por critérios os mais diversos (família, amizade, gratidão, religião, beleza, dó, piada, protesto, interesse etc.) daqueles que oficialmente posam de responsáveis pelo Estado (sendo que na maioria das vezes eles nem sabem o que é isso) e que se apropriarão da máquina pública durante os próximos anos. Os eleitos NUNCA são representantes do povo em eleições capitalistas, mas sim arrendatários de cargos estatais, e o povo não tem culpa nenhuma disso.

 

A declaração elitista de que o povo é burro, ou seja, incapaz de se governar, é de fato fascista. Todos os regimes fascistas do mundo tiveram como princípio político a obediência do povo a um chefe mais capaz que a média. De fato, sendo o povo incapaz, o que fazer se não entregar o governo a um homem capaz? Esse era um pressuposto dos apoiadores de Mussolini, Hitler, Franco, Salazar, Pinochet, Batista etc.

 

O pensamento comunista sempre foi bem oposto ao fascista. Tanto Marx defendendo a Comuna quando Lênin defendendo os Soviets estavam de fato defendendo que o povo ignorante, respectivamente de Paris e da Rússia, era mais capaz de governar do que qualquer estadista. E era mesmo !!! Provaram-no, tanto em Paris quanto na Rússia. Foram derrotados, os parisienses em dois meses, os soviéticos em 19 anos, mas Paris nunca teve um governo melhor, assim como os russos devem quase tudo o que são aos parcos 19 anos em que governaram seu país. Também Gramsci, Mao, Ho, Che, Fidel etc. sempre defenderam o poder popular. O marxismo utiliza o termo “ditadura do proletariado”, mas nem Marx, nem nenhum marxista nunca defenderam o que entendemos por ditadura. O exemplo de “ditadura do proletariado” que Marx reconheceu em sua vida foi a Comuna de Paris, o governo mais democrático que uma cidade já conheceu. Da mesma forma, os comunistas que hoje defendem Cuba estão defendendo o poder do povo cubano, que já dura várias décadas.

 

Os moradores de São João del-Rei, eleitores de uns e de outros, os que não votam, os que votam branco e nulo, se chamados a decidir sobre as coisas, e não a apostarem em desconhecidos, governariam melhor que qualquer prefeito que qualquer cidade já teve. Somente um governo feito pelo povo - não por seus pretensos representantes - realmente priorizaria a saúde e a educação. Os mesmos professores, pais de alunos e alunos que elegem tipos incapazes de dirigir a política educacional, se consultados sobre a educação, se estimulados a participar da direção da Secretaria de Educação, a dirigiriam melhor do que qualquer indivíduo isolado. Não são burros, podem ser desiludidos ou iludidos, mas são inteligentes para realizarem seus trabalhos, e certamente para decidir sobre as coisas da administração, da cidade, do mundo, mas não podem adivinhar o que se passa nas cabeças dos políticos, nem podem ser especialistas em um assunto que os enoja.

 

Eleger não vale nada ! E muitos ignorantes sabem disso mais que a maioria dos intelectuais!



Escrito por Alex às 20h48
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Borda da Mata

O camarada Sílvio, advogado, ex-militante estudantil, liderança comunista do sul de Minas, foi eleito vice-Prefeito de Borda da Mata, cidade dessa região. Trata-se de uma ótima notícia, que significa o fortalecimento do PCB no estado. Nessa mesma cidade nosso partido elegeu uma vereadora, Maria Aparecida.

Foram os únicos eleitos pelo PCB em Minas Gerais. No país, nossos vereadores cresceram de 4 para 13, e além do Sílvio, elegemos ao menos mais um vice-prefeito. São números infimos, mas significa que o Partido andou crescendo nesses últimos quatro anos, sobretudo no nordeste, onde elegeram-se ou outros 12 vereadores do PCB.



Escrito por Alex às 10h32
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Eleições municipais de 2008 em São João del-Rei :

Necessidade de estudar as eleições de 2008

A Frente Socialista pela Soberania Popular (PSOL, PSTU e PCB), com quase nenhum recurso, candidatos desconhecidos, partidos novos na cidade, em eleições disputadas palmo a palmo por três poderosos blocos políticos, atingiu 2% dos votos válidos, o que é mais do que conseguiu na grande maioria das cidades.

O ex-prefeito Nivaldo de Andrade, do PMDB, venceria até mesmo os três outros candidatos somados, tendo atingido 51% dos votos. Trata-se de uma força que qualquer historiador denominaria populista. Prometeu, literalmente, melhorar tudo. É aberto ao diálogo, mas nem sempre dialóga, esperto como uma rapoza.

As forças ligadas aos governos federal e estadual foram fragorosamente derrotadas !!! Apesar de contarem com milhares de votos "úteis", ou seja, anti-nivaldistas, mal atingiram 25 e 23%. Muitos desses votos foram inutilmente perdidos pela Frente Socialista, devido sobretudo aos boatos infundados de que Nivaldo poderia ser derrotado por um dos dois. Esses boatos certamente também nos tiraram votos úteis pró-nivaldo. Portanto descobrimos por que ninguém publicou pesquisas oficiais - por que somente a Frente Socialista seria beneficiada por elas.

As mulheres ocuparam cinco cadeiras na Câmara dos Vereadores (metade das vagas), e duas Prefeituras próximas, de Barroso e Barbacena. Como todo comunista sabe, a revolução sexual é pressuposto da revolução socialista.

O Partido e seus amigos precisam se reunir rapidamente para estudarem pormenorizadamente essas eleições e publicarem os resultados a que chegarem.



Escrito por Alex às 01h17
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Explicação simplificada da crise dos subprime:

O que é especulação: O Bar do Biu

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço
da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em
curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CCB, CDO, CDL, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, LME, NYSE, CBOT cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu
Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos
sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm
dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.

E toda a cadeia sifu. 



Escrito por Sammer Siman às 00h51
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Fonte: www.resistir.info

A DERROCADA DO CAPITALISMO US STYLE
Dívida total dos EUA em % do PIB.
Mesmo que o plano salvamento dos US$700 mil milhões passe no Congresso dos EUA isso não significa o fim dos problemas. Quem diz isso não é nenhuma publicação da esquerda e sim a muita conservadora revista The Economist . A actual fúria de venda de activos, por parte das instituições financeiras, apenas agrava os seus problemas, forçando a venda de mais activos e assim por diante. Por sua vez, as dificuldades dos bancos de investimento dos EUA afectam os seus hedge funds – os quais dependem dos bancos comerciais. Por outro lado, a dívida total dos Estados Unidos já ultrapassa 300 por cento do PIB – um rácio muito superior ao máximo atingido durante a Grande Depressão (ver gráfico). Há ainda o perigo de um efeito "segunda volta" provocado por novos problemas na área financeira:   as hipotecas são o problema actual, mas no próximo ano a preocupação poderá ser com cartões de crédito, financiamento de carros e dívida corporativa.



Escrito por Alex às 18h23
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Eleições Municipais de 2008

João Bosco é a única novidade em São João del-Rei

Todos os nossos adversários nessas eleições de 2008 podem alegar ao seu favor a experiência... mas que experiência !!? Estão há anos em postos no topo da administração municipal, e nesse tempo todo não deram nenhum exemplo de transparência e de democracia de verdade. Nunca fizeram questão de informar ao povo sobre os detalhes da contas públicas, nem de chamar o povo para qualquer decisão, ou mesmo para ouvir suas reclamações.

 

Será que se acreditam mais competentes que a população ? É possível, posto que gostam muito de falar “eu”, “eu fiz”, “eu vou fazer”, como se estivessem fazendo do próprio bolso e com as próprias mãos ! Mas que competência é essa em que a cidade continua cheia de problemas ?

 

Quando falamos da possibilidade do próprio povo, em votação anual, decidir manter ou revogar os mandatos, afirmam que isso tornaria a cidade ingovernável. E o que chamam de governabilidade ? Isso que temos ? A corrupção erigida em lei ? Defendem a governabilidade ou a “robabilidade” ?

 

Uns candidatos chamam os outros de corruptos, mas quem não é corrupto, por que não publica todas as contas, extratos, notas fiscais ? E por que teme a revogabilidade ?

 

A candidatura da Frente Socialista (PSOL, PSTU e PCB) é a novidade, não só porque apresenta nomes completamente novos, como por que seu programa é uma completa novidade em todo o país !

 



Escrito por Alex às 21h01
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Vote 50

 

Use o voto para dar sua opinião. A eleição não é um jogo. Não existe perder voto. Não existe voto útil. Cada pessoa que vota 50 é um importante apoio ao crescimento do poder popular. Essa pessoa está dizendo que defende que o povo tenha o direito de depor seus governantes, de conhecer os detalhes das contas públicas e de participar diretamente da administração. Votar 50 é que é votar no povo. Votar 50 é construir uma alternativa.

Os candidatos que se apresentaram são militantes sacrificando-se pela causa do socialismo. Eles não pedem votos para eles, mas para o programa da Frente Socialista pela Soberania Popular. 

 

João Bosco e Chico – 50

Vereador: Rafael Sedov - 16000

 



Escrito por Alex às 12h48
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A fome cresce entre os macacos:

Segundo o diretor da Organização das Nações Unidas (ONU, uma fonte nada comunista) para a Alimentação e Agricultura, Jacques Diouf, o número de subnutridos cresceu de 850 para 925 milhões de almas (quatro Brasis, um em cada sete humanos) em 2007.

Um dos motivos é a alta mundial dos alimentos, que foi de 12% em 2006, 24% em 2007 e 50% somente nos sete primeiros meses de 2008.



Escrito por Alex às 14h52
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Curso de Formação Marxista

Dias 20 e 21 de Setembro de 2008. Campus Dom Bosco. Início: 9 horas da manhã.

Dia 20 - Materialismo Dialético e Materialismo Histórico.

Dia 21 - Alex Lombello Amaral - História da União Soviética.

Gratuito! Contatos pelo e-mail: pcbsjdr@gmail.com.br .




Escrito por Alex às 14h34
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Texto do professor Éder Jurandir (UFSJ)

Moção de apoio à ocupação da Reitoria

Apresento meus cumprimentos pelo exemplo de mobilização, organização e solidariedade demonstrados pelos estudantes nesses dias difíceis de ocupação da reitoria. Observei a presença no local de estudantes que eu nunca tinha visto envolvidos com a militância. E eram muitos! Isso demonstra que a forma de ação e os objetivos e valores que a justificavam eram legítimos não apenas aos olhos dos militantes do movimento estudantil, mas também aos olhos de expressivas parcelas do alunado em geral.

Se olharmos para a história como processo, e não como eventos, veremos que a ocupação da reitoria se iniciou há muitos anos. Há muitos anos os problemas ligados à extrema precariedade da assistência estudantil vêm se acumulando na UFSJ. E, é claro, o descontentamento dos estudantes só fez aumentar ao longo do tempo, na medida em que crescia o número de estudantes da UFSJ. Como dizia Tocqueville acerca da Revolução Francesa, o que mais indignava os camponeses, às vésperas da Revolução, não era apenas o estado de pobreza, mas o descaso da nobreza em relação a isso. Da mesma forma, penso que se, ao longo dos anos, as sucessivas administrações da UFSJ tivessem efetivamente posto como uma de suas prioridades a assistência estudantil, a precariedade atual seria menor e o descontentamento também.

A falta de atenção à assistência estudantil, que se arrasta ao longo de muitos anos, se mostra ainda mais imprópria quando consideramos que o alunado da UFSJ é, mais que em outras IFES, originário de estratos sociais de baixa renda e, em cerca de 2/3, oriundo de outras cidades. Portanto, os episódios imediatos que deflagraram a ocupação da reitoria não podem ser compreendidos senão nesse quadro mais geral. Acredito, também, que as administrações da UFSJ nunca tiveram que se deparar com um movimento estudantil tão forte e maduro, capaz de orquestrar ações coletivas de grande vulto. Será um aprendizado. Sem dúvida, um movimento estudantil com o que temos agora é fundamental para oxigenar a instituição, principalmente num momento em que o movimento docente, lidando com toda sorte de dificuldades que atingem, agora, o movimento sindical (vide o deprimente episódio recente da criação de um sindicato de docentes chapa-branca, pra servir de fantoche da CUT e do governo...), perdeu sua capacidade de protagonizar as lutas de defesa da universidade pública.

A ocupação da reitoria se deu de forma absolutamente eficaz e organizada, sem deixar brechas para o tipo de ocorrências que certamente seriam usadas para queimar o movimento. O movimento, assim como as ocupações de reitorias que têm ocorrido em outras IFES, reafirmou o princípio do assembleísmo e ó rígido controle sobre a representação, evitando as useiras e vezeiras manipulações de "lideranças" sobre as bases. Novamente, é preciso olhar para a história, e ver que essa é uma questão, a da democracia interna, que perpassa o movimento socialista desde suas origens e que esteve na ordem do dia no maio de 1968. Trata-se da velha e saudável desconfiança libertária em relação às armadilhas da representação. A ocupação da reitoria, a exemplo do que ocorreu em outras IFES, também reafirmou, mais uma vez, e como se precisasse, a força sempre viva da solidariedade, único antídoto contra o mundo da mercadoria e sua ética individualista, competitivista, egoísta, belicista.

Nessas ocasiões, sempre surgem discursos procurando desqualificar o movimento, dizendo que aqueles que o compõem têm interesses pessoais e/ou escusos e/ou que estão sendo manipulados por malvados comunistas infiltrados. A presença, no movimento, de alunos não carentes, inclusive entre os "líderes" mais aguerridos e dedicados, atesta que as pessoas ainda são capazes de lutar por valores de justiça, em solidariedade ao "outro". Aqueles que não acreditam nisso é porque acham que o mundo é, em sua totalidade, um reflexo da consciência burguesa. Certamente, vozes surgirão para dizer que eu estou tentando fazer média com os estudantes, provavelmente porque eu estaria interessado em ser o próximo reitor, ou porque eu queira carrear votos para algum partido. Mas podem ficar tranquilos: desses sustos eles não morrem. Enfim, apresento minhas congratulações pela coragem, disposição e êxito. Abraço a todos e a todas vocês!



Escrito por Sammer Siman às 22h15
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Ocupação Vitoriosa da Reitoria da UFSJ

Entre 9 a 11 de Setembro de 2008 os Estudantes obtiveram vitória completa !



Escrito por Alex às 13h55
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Universidade Federal de São João del-Rei

Estudantes ocupam Reitoria da UFSJ

Na tarde de 9 de Setembro de 2008, pela primeira vez na história, os estudantes precisaram ocupar a Reitoria da UFSJ. Resultado da escalada autoritária da atual Reitoria, somada à completa falta de compromisso com a assistência estudantil. A nova Reitoria está fazendo todo o possível para atropelar os Conselhos da Universidade, e em uma das suas, pisou no calo dos estudantes, ao destinar uma verba que deveria ser para alimentação para um suspeito plano médico-odontológico e para compra de computadores. Os estudantes, justamente revoltados, foram conversar com o Reitor, que mandou barrá-los, sob a alegação de que somente 40 poderiam entrar!

Ora, é conhecida a disposição de diálogo do Diretório Central dos Estudantes da UFSJ, único do país que não é controlado por partido nenhum, mas sim pelos Centros e Diretórios Acadêmicos (tanto que não dá paz ao Reitor nem em época de eleições, enquanto DCEs de todo o país estão parados por que seus pseudo-dirigentes estão fazendo campanha eleitoral). Contudo, convencido de que é amado e idolatrado, o atual Reitor é que já não quer negociar. Pretende usar o dinheiro da assistência estudantil para fazer o que bem entender. Já começou a arcar com o ônus de sua inabilidade política. 

 



Escrito por Alex às 19h01
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Realidade social de São João del-Rei

Segundo o IBGE, um em cada cinco são-joanenses está desempregado, e um em cada dez é miserável !



Escrito por Alex às 20h26
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O CEB UFSJ - pela soberania democrática

O Conselho de Entidades de Base - CEB

Durante os últimos tempos, vemos a despolitização e o enfraquecimento do movimento estudantil nas lutas e no levantamento das bandeiras de transformação social. O que temos assistido em inúmeras instituições federais é o aparelhamento partidário anti-democrático, que corrompe e engessa todas as atuações discentes no seu movimento.

Em São João del-Rei, vemos a superação desse modelo estrutural viciante. A partir de uma reforma no estatuto do Movimento Estudantil, foi entregue as bases desse movimento um peso deliberativo maior através do Conselho de Entidades de Base.Tal conselho resolve todas as discussões que envolve a participação de todos os Centros Acadêmicos da Instituição. Mostra-se, portanto, uma alternativa democrática e de constante discussão. Infelizmente, o que se vê em outros locais é o uso instrumentalizado dos Centros Acadêmicos e DCE´s por entidades partidárias que pretendem somente impor suas bandeiras sem uma discussão mais profunda.

Ao ler esse texto, talvez o leitor fique preocupado com a seguinte pergunta: por que nós, membros do PCB de São João del-Rei, defendemos tal modelo?

Realmente, uma quebra tão ousada com o formato eleitoral do Movimento Estudantil traz um pensamento ilusório de que estaríamos perdendo espaço. Ao contrário disso, acreditamos que, ao exercitar um processo que realmente seja horizontal, discutido com todos os setores da base (os CA´s) a democratização do espaço estaria ocorrendo . A partir de tal espaço, os partidos contribuiriam para a formação política, como vem acontecendo dentro da UFSJ.

Analisamos também que a participação coletiva é importantíssima para o processo de transformação social. Entendemos que a estrutura utilizada por algumas instituições não contribuem para a democratização do Movimento Estudantil. Ao contrário disso, o partido político se expõe e denigre sua imagem ao participar de um modelo que não conscientiza os estudantes e vicia a dinâmica do processo.

Primeiramente, devemos ressaltar, em cada membro discente existente, a sua importância na política institucional e extra institucional. O entendimento da conscientização ocorrerá somente se conseguirmos acabar com essa distância existente entre a executiva e a base operacional do Movimento Estudantil, algo defendido por esse modelo inovador.
Os modelos predominantes na organização dos estudantes por parte dos partidos cometem a falha de não discutirem a concepção partidarista atual em nosso país feita pela mídia burguesa e pela democracia liberal. Muitos partidos ditos revolucionários não se preocupam com tal discussão para com o movimento estudantil a partir desta perspectiva. Isso faz com que inúmeros estudantes fiquem desacreditados pela luta, pois vêem nitidamente o aparelhamento e a imposição anti-democrática nas dependências de suas universidades.

O objetivo de qualquer partido revolucionário é formar politicamente e qualitativamente seus militantes. O valor quantitativo, muitas vezes pode ser um instrumento para oportunistas e carreiristas políticos. Assim, o órgão pode se tornar um instrumento eleitoreiro, que não se preocupa com os estudos de formação política e a democratização do espaço.

Para pensarmos na transformação social precisamos combater a estrutura democrática liberal existente no Movimento Estudantil universitário. É extremamente necessário quebrar com o sistema vigente e, consequentemente, dar uma nova vida dentro dos espaços estudantis a partir de um trabalho de base, crítico e democrático.



Escrito por Luan às 01h07
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Comunicação, Formação e Organização

Decisões do PCB sobre o São João del-Pueblo

 

Na última reunião do PCB de São João del-Rei esse blog acabou ganhando um destacado papel, que não tinhamos previsto no artigo “Os blogs comunistas” publicado abaixo.

 

Eis as decisões relacionadas ao São João del-Pueblo:

 

1 - Todos os membros de nossa célula podem escrever. Devem deixar seus e-mails para receberem um convite da administradora do blog (que infelizmente ainda não é do Partido). Assim, terão login e senha próprios. Como se trata de um site coletivo, se a maioria dos camaradas decidir, artigos publicados serão excluídos ou modificados. Sim, a aprovação ou não da maioria se dá depois da publicação, o que exige que todos leiam rapidamente as novidades. Só depois de tomada a decisão e terminada a reunião pensamos no papel dessa medida para a formação teórica, uma vez que exige leitura e estimula a escrita.

 

2 - Os artigos da folha do PCB de São João del-Rei serão escolhidos entre os do blog. Além da segurança, pois uma falsa folha do Partido poderia ser desmascarada por qualquer um que sabe entrar na Internet, é claro que essa decisão vai animar o blog e os comunistas a escreverem.

 

Note-se a centralidade assumida pelo São João del-Pueblo, que além de seu papel de instrumento de comunicação, torna-se de formação teórica e de organização, unidade e debate. O Partido precisa criar seu próprio provedor de blogs, e oferecer aos blogs do Partido uma coluna de links na página nacional, conforme já defendemos no artigo “Os blogs comunistas”.

 



Escrito por Alex às 11h18
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Tradução inédita de "Por onde começar?"

O artigo “Por onde começar?” teve incalculável importância para a organização do Partido Bolchevique, que de fato acabou sendo organizado conforme a proposta de Lênin. É uma valiosíssima análise da importância da imprensa para as organizações revolucionárias. Ensinamento que anda meio esquecido. Trata-se uma versão feita a partir do italiano, não do russo:

Por onde começar?

Lênin [1]

No último ano, a pergunta “Que fazer?” se impôs com força particular aos social-democratas russos. Não se trata de escolher um caminho (como foi o caso nos fins dos anos oitenta e início dos anos noventa do século XIX), mas de saber quais passos práticos devíamos dar sobre uma rota já traçada, e precisamente de que modo. Se trata do método e do plano de atividade prática. E precisamos reconhecer que o problema do caráter e dos métodos da luta, fundamental para um partido prático, não está completamente resolvido entre nós e continua a suscitar sérios dissensos, que revelam uma instabilidade e incerteza ideológica deplorável. De um lado, está ainda bem viva a tendência “economicista”, que inferioriza e restringe o trabalho de organização e agitação política. De outro lado, continua de cabeça firmemente erguida a tendência do ecletismo sem princípios, que muda ao sabor de qualquer brisa e não sabe distinguir entre os interesses imediatos das tarefas essenciais e das exigências permanentes do movimento no seu conjunto.

Como é notório, esta tendência está implantada na Rabotcheie Dielo. A sua última declaração “programática”, um altissonante artigo sob o altissonante título de Uma reviravolta histórica (n. 6 do Listok Rabotchevo Dielo), confirma com particular evidência o comportamento característico supra indicado. Eis como se comportam: Ontem ainda estávamos com o “economismo”, indignavamo-nos com a decidida condenação da Rabotchaia Myls, “atenuavamo-nos” a imposição plekhanoviana da questão da luta contra a autocracia, e hoje já citamos as palavras de Liebknecht: “Se as circunstâncias transformam-se em vinte e quatro horas, é preciso modificar a tática em vinte e quatro horas”, já falamos de uma “forte organização combativa” para o ataque direto, para o assalto contra a autocracia, que promova larga agitação revolucionária e política (guarde bem como somos agora enérgicos: revolucionária e política!) entre as massas, “incansável apelo aos protestos de rua”, e “organização das manifestações de rua com notório (sic!) caráter político”, etc., etc.

Poderíamos, com efeito, declararmo-nos contentes com o fato da Rabotcheie Dielo haver assimilado tão rapidamente o programa avançado que publicamos no primeiro número do Iskra, de criação de um forte partido organizado, imbuído do objetivo não de conquistar simples concessões, mas sim a própria fortaleza da autocracia, porém, o fato destes indivíduos não terem opiniões firmes enfraquece a nossa alegria.

O Rabotcheie Dielo, naturalmente, evoca Liebknecht em vão. Em vinte e quatro horas se pode mudar a própria tática de agitação nessa ou naquela questão específica, a própria tática em questão ou alguma particularidade da estrutura do partido, mas somente indivíduos sem princípios podem mudar em vinte e quatro horas, ou mesmo em vinte e quatro meses, a própria idéia sobre a necessidade – em geral constante e absoluta – de uma organização de luta e de agitação política entre as massas. É ridículo evocar a frase de Liebknecht em outra situação, ao sucederem-se os períodos: Questionar se se deve trabalhar por criar uma organização combativa e realizar uma agitação política em qualquer situação, em períodos “cinzentos, pacíficos”, em períodos de “declínio do espírito revolucionário”, quando ao contrário, exatamente nessas situações e nesses períodos é particularmente necessário esse trabalho, por que nos momentos de explosões sociais não há tempo hábil para criar uma organização, que nesses momentos já deve estar pronta para poder desenvolver imediatamente seu atividade. “Mudar a tática em vinte e quatro horas”! Mas para poder mudar a tática é necessário antes de tudo ter uma tática, e se não existe uma organização viva, preparada para a luta política em qualquer momento e todas as situações, não se pode falar de qualquer plano sistemático de ação, iluminado por princípios firmes e rigorosamente aplicado, que é só o que merece o nome de tática. Vejamos, de fato, como estão as coisas: Já se disse que o “momento histórico” colocou diante do partido um problema “completamente novo”, o terrorismo. Ontem, “completamente novo” era o problema da organização política e da agitação, hoje o do terrorismo. Não é muito estranho ouvir homens esquecerem a tal ponto da própria família russa sobre uma radical mudança de tática? Afortunadamente, o Rabotcheie Dielo está errado. O problema do terrorismo não é de fato novo, a nós basta recordar brevemente a opinião que vimos formando-se dentro da social-democracia russa.

Na linha dos princípios nós não renunciamos nunca e não poderíamos renunciar ao terrorismo. É uma operação militar que pode perfeitamente servir, e ser ate necessária, em um determinado momento da batalha, quando a tropa se encontra em uma determinada situação e existindo determinadas condições. Mas a substância do problema é precisamente que hoje o terrorismo não vem absolutamente proposto como uma operação do exército operante, estritamente ligada e adequada a todo o sistema de luta, mas como um meio de ataque singular, autônomo e independente de todo o exército. E quando falta uma organização revolucionária central e as locais são débeis, o terrorismo não pode ser nada diferente. Eis por que dizemos decididamente que nas circunstâncias atuais este meio de luta é intempestivo, inoportuno, uma vez que desvia os combatentes mais ativos de suas verdadeiras tarefas, mais importantes para todo o movimento, e desorganiza não a força governativa, mas a revolucionária.

Recordai os últimos acontecimentos: diante de nossos olhos grande massa de operários e “populares” desejando atirar-se à luta, e os revolucionários estão privados de um estado maior de dirigentes e organizadores. Nestas condições, não se corre talvez o risco que, se os revolucionários mais enérgicos passam à atividade terrorista, se enfraqueçam as únicas divisões de combatentes sobre as quais possamos basear sérias esperanças? Não se corre talvez o risco de romper-se a ligação entre as organizações revolucionárias e a massa dispersa dos descontentes, que protestam e estão prontos para a luta, mas são frágeis exatamente por que dispersos? Contudo essa ligação é a única garantia de nosso sucesso. Longe de nós o pensamento de negar qualquer importância às ações heróicas isoladas, mas temos o dever de nos colocarmos energicamente em guarda contra as permissivas exaltações do terrorismo, contra reconhecê-lo como principal e fundamental meio de luta, coisa à qual muitíssimas pessoas estão propensas hoje em dia. O terrorismo não poderá nunca tornar-se uma ordenada ação militar: no melhor dos casos, pode servir somente como um dos métodos do assalto decisivo. Aqui se levanta a questão se no momento atual poderíamos fazer apelo a esse assalto. O Rabotcheie Dielo, ao menos parece, responde que sim. Ao menos exclama: “Alinhai-vos na coluna de assalto!” Mas, ainda uma vez, muito zelo e pouco siso. A massa principal de nossa força militar é composta de voluntários e pelos insurretos. Possuímos somente algumas pequenas divisões de tropas permanentes, e ainda essas não são mobilizáveis, não são amigáveis entre si, não são adestradas, em geral, para alinhar-se em uma coluna militar e menos ainda em uma coluna de assalto. Nestas condições, qualquer pessoa capaz de compreender as condições gerais de nossa luta sem esquecer cada “reviravolta” do curso histórico dos acontecimentos, deve ter claro que nossa palavra de ordem, nesse momento, não pode ser “lançar o assalto”, mas deve ser “organizar um assédio regular à fortaleza inimiga”. Em outras palavras: A tarefa imediata de nosso partido não pode ser utilizar todas as formas ora disponíveis de ataque, mas promover a formação de uma organização revolucionária, capaz de unir todas as forças e de dirigir o movimento não somente no nome, mas de fato, isto é, de estar sempre pronta a sustentar qualquer protesto e qualquer explosão social, desfrutando destas para multiplicar e consolidar as forças militares que possam servir para a batalha decisiva.

A lição dos acontecimentos de Fevereiro e Março (de 1901 [2]) é tão sugestiva que é duvidoso se podemos sofrer objeções de princípio contra esta conclusão. Mas nós hoje devíamos resolver o problema não no campo dos princípios, mas praticamente. Devíamos não somente esclarecer a nós mesmos qual organização precisamos exatamente, e por meio precisamente de quais trabalhos: devíamos elaborar um plano de organização que passe a ser executado por todas as partes do partido.

Considerada a urgência do problema, decidimos de nossa parte submeter à atenção dos camaradas o esboço de um plano, que desenvolvemos de modo mais detalhado em um opúsculo em curso de preparação para impressão (Nota do tradutor: Trata-se da obra “Que Fazer?”, que foi publicada somente em 1902).

Em nosso parecer, o ponto de partida da nossa atividade, o primeiro passo prático para criar a organização que desejamos, o fio condutor, enfim, seguindo o qual poderemos incessantemente desenvolver, enraizar e alargar essa organização, deve ser a fundação de um jornal político para toda a Rússia. Aqui precisamos antes de tudo de um jornal; sem um jornal é impossível coordenar sistematicamente a propaganda e a agitação multiformes e conseqüentes que constituem a tarefa permanente e principal da social-democracia em geral, e a tarefa particularmente urgente do momento atual, no qual o interesse pela política, pela questão do socialismo, está acordando na mais larga parte da população. E nunca foi sentida com tanta força como hoje a exigência de se completar a agitação dispersa, feita através da ação pessoal, dos jornalecos locais, opúsculos etc. Completar com a agitação generalizada e regular que se pode desenvolver somente por meio da imprensa periódica. Não creio que seja exagerado afirmar que a maior ou menor freqüência e regularidade da saída (e difusão) do jornal poderá ser o índice mais exato da solidez dos êxitos obtidos na organização desse setor, que o mais elementar e mais importante de nossa atividade militar. Diga-se, aquilo de que aqui precisamos é um jornal para toda a Rússia. Se não sabemos e em quanto não soubermos unificar a nossa influência sobre o povo e o governo mediante a palavra impressa, será utopia pensar poder unificar outros meios de influência mais complexos, mais difíceis e a curto prazo mais decisivos.O nosso movimento, seja do ponto de vista ideológico ou do prático, organizativo, sofre sempre muito por causa de seu fracionamento, dado que a imensa maioria dos social-democratas está quase completamente absorvida pelo trabalho puramente local, que restringe seu horizonte e a amplitude de sua atividade, de sua experiência clandestina e a sua preparação. Exatamente desse fracionamento se deve cortar as raízes mais profundas, daquela instabilidade e daquela fraqueza da qual tratamos acima. E o primeiro passo adiante para livrarmo-nos desse defeito, para transformarmos diversos movimentos locais em um único movimento nacional russo deve ser a organização de um jornal para toda a Rússia.



Escrito por Alex às 20h12
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Enfim, aqui necessitamos absolutamente de um jornal político. Na Europa moderna sem um órgão de imprensa política é inconcebível um movimento que mereça ser chamado político. Sem um órgão de imprensa política é absolutamente impossível cumprir nosso dever de concentrar todos os elementos de descontentamento de protesto político, de fecundar com estes o movimento revolucionário do proletariado. Demos o primeiro passo, despertamos na classe operária a paixão pelas denúncias “econômicas”, de fábrica. Devemos completar o passo seguinte: despertar em todos os estratos do povo mais ou menos consciente a paixão pela denúncia política. Se as vozes que se levantam para desmascarar o regime são hoje tão débeis, raras e tímidas, não devíamos ficar impressionados. Isso não se deve à resignação geral ao arbítrio policial. É devido ao fato que os homens capazes de fazer as denúncias, e prontos a fazê-las, não têm uma tribuna da qual possam falar, não têm um público que escute e aprove apaixonadamente os oradores; ao fato destes não verem de nenhuma parte no povo uma força à qual valha a pena dirigirem-se para protestarem contra o “onipotente” governo russo.

Mas hoje tudo isso se vai modificando com extraordinária rapidez. Esta força existe, é o proletariado revolucionário; já demonstrou estar pronto não somente a escutar e sustentar o apelo à luta política, mas também a somar-se corajosamente na luta. Temos hoje a possibilidade e o dever de criar uma tribuna da qual todo o povo possa denunciar o governo tzarista, e essa tribuna deve ser um jornal social-democrata. A classe operária, diferente das outras classes e dos outros setores da sociedade russa, mostra um constante interesse pelo conhecimento político, pede continuamente (e não somente nos períodos de particular fermentação) publicações ilegais. Quando existe tal pedido por parte da massa, quando já estão formando-se dirigentes revolucionários provados, e a concentração da classe operária resulta que esta habita os bairros operários das grandes cidades, as vilas operárias, os subúrbios industriais, a fundação de um jornal político é coisa para que o proletariado está perfeitamente preparado. E através do proletariado o jornal penetrará nas filas da pequena burguesia urbana, dos artesãos rurais e dos camponeses e se transformará em um verdadeiro jornal político popular.

Um jornal, todavia, não tem somente a função de difundir idéias, de educar politicamente e de conquistar aliados políticos. O jornal não é somente um propagandista e agitador coletivo, mas também um organizador coletivo. Sobre esse último aspecto, se pode comparar o jornal com a estrutura de andaimes que envolve o edifício em construção mas permite adivinhar seus traços, facilita os contatos entre os construtores, lhes ajudando a subdividir o trabalho e a dar conta dos resultados gerais obtidos com o trabalho organizado. Através do jornal e com o jornal se formará uma organização permanente, que se ocupará não somente do trabalho local, mas também do trabalho geral sistemático, que ensinará a seus membros a acompanharem atentamente os acontecimentos políticos, a avaliar a importância e a influência de diversos estratos da população, a elaborar quais métodos permitem ao partido revolucionário exercitar sua influência sobre os mesmos. Até mesmo as tarefas técnicas de assegurar ao jornal fornecimento regular de recursos e uma distribuição eficiente obrigará a criar uma rede de distribuidores/correspondentes locais de confiança do partido único, distribuidores/correspondentes que deverão manter-se em contato vivo uns com os outros, deverão conhecer a situação geral, habituar-se a executar regularmente uma parte do trabalho para toda a Rússia, a experimentar as próprias forças organizando hora esta, hora aquela ação revolucionária. Esta rede de distribuidores/correspondentes [3] será o esqueleto exatamente da organização de que aqui precisamos: suficientemente grande para estender-se por todo o país; suficientemente ampla e variada para efetuar uma rigorosa e detalhada divisão do trabalho, suficientemente temperada para saber cumprir inflexivelmente o seu trabalho em todas as circunstâncias, em todas as reviravoltas e em todos os imprevistos, bastante flexível para saber, por um lado, evitar a batalha em terreno descoberto e contra um inimigo de forças superiores, que as concentrou em um só ponto e, por outro, aproveitar das incapacidades de manobra do inimigo para cair-lhe em cima no lugar e no momento em que ele menos espera. Hoje, diante de nós se coloca uma tarefa relativamente fácil, apoiar os estudantes que se manifestam nas praças das grandes cidades. Amanhã, pode se colocar uma tarefa mais difícil, por exemplo, apoiar o movimento dos desempregados de alguma região. Depois de amanhã, deveremos estar talvez em nosso posto participando de modo revolucionário de um levante camponês. Hoje, devíamos usar o agravamento da situação política que o governo criou com a cruzada contra o zemstvo (espécies de parlamentos rurais de tipo feudal russo). Amanhã, deveremos apoiar a indignação da população contra este ou aquele esbirro tzarista, desencadeando e ajudando, mediante os boicotes, as denúncias, as manifestações etc., a dar uma lição tal que o constranja a se retirar. Tal grau de preparação para a luta se pode formar somente com uma atividade contínua em que se empenhe a tropa regular. Se nós unirmos nossas forças para desaguar em um jornal de escala nacional, tal trabalho fará surgir e formará não somente os propagandistas mais hábeis, mas também os organizadores mais provados, os chefes políticos mais capazes de saberem lançar no momento exato a palavra de ordem da luta decisiva e dirigir essa luta.

Para concluir, poucas palavras para evitar um possível equivoco. Temos sempre falado sobretudo de uma preparação sistemática, planificada, mas com isto não pretendemos de fato dizer que a autocracia poderá cair exclusivamente em seguida a um assédio regular e um assalto organizado. Não pretendemos cair em um doutrinarismo absurdo. Ao contrário, é plenamente possível e historicamente muito mais provável que a autocracia caia sob a pressão de uma daquelas explosões espontâneas ou daquelas complicações políticas imprevisíveis, que ameaçam vir continuamente de todas as partes. Mas nenhum partido pode, sem cair no aventureirismo, planejar sua atividade com base na esperança de explosões sociais e complicações políticas. Nós devemos seguir a nossa estrada, desenvolver sem pausas o nosso trabalho sistemático, e quando menos esperarmos, e surgirem esses imprevistos, tanto maiores serão as possibilidades de não nos deixarmos pegar desprevenidos por nenhuma “reviravolta histórica”.

NOTAS

1. Publicado pela primeira vez no Iskra, número 4, de Maio de 1901. Traduzido da versão italiana por Alex Lombello Amaral em 2008.

2. Em fevereiro e Março de 1901, em Petrogrado, Moscou, Kiev, Karkov, Iaroslav, Tomsk, Varsóvia, Bielostol e em outras cidades da Rússia aconteceram furiosas agitações de estudantes, comícios, manifestações e greves de operários.

3. É obvio que tais distribuidores/correspondentes poderiam trabalhar com sucesso somente se mantivessem estreitíssimos contatos com os comitês locais (grupos, círculos) do nosso partido. Naturalmente, todo o plano traçado por nós pode, em geral, ser realizado somente se contar com o mais ativo apoio dos comitês, que têm dado mais de um passo em falso para a unificação do partido e que, estamos certos, obterão essa unificação se não hoje, amanhã, se não de uma forma, de outra.

 



Escrito por Alex às 20h11
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ELeições : uma reflexão sobre o espaço "democrático" vigente

Que democracia é essa?




Estamos em época de eleições diretas no nosso país. Em outubro, iremos às urnas e votaremos (ou não) em candidatos às direções municipais em cada cidade do Brasil. Desde o fim da ditadura, utilizamos tal sistema para legitimar a democracia em nosso país. Porém, passados esses 23 anos, ainda vemos que o poder democrático existente não faz jus ao seu nome. Infelizmente, os exploradores ainda regem a política do nosso país.



Por mais de duas décadas, vemos que o conservadorismo só andou se camuflando. Ao invés de usar a farda do exército, os burgueses agora utilizam de partidos para controlar o povo. Assim como Lênin nos disse, tais conservadores aderem ao discurso da social-democracia, com o objetivo de iludir toda a população; um prato cheio para consolidar o neoliberalismo em nosso Estado. Ao longo dos tempos, conseguimos perceber que ainda não existe democracia em nosso país, uma vez que o poder não é estruturado pela causa popular. Ao contrário disso, em nosso cotidiano ainda encontra-se a exploração da classe trabalhadora, a miséria e a humilhação, imposta pelo capitalismo em todo o país e no mundo.



Nós, comunistas, utilizamos do espaço eleitoral para denunciar, debater e criticar incessantemente o sistema capitalista vigente no Brasil. Sistema tal que nos mostra impossível de suprir as necessidades da humanidade e que se preocupa somente com as minorias que explora a todos os trabalhadores e que produz os miseráveis.



O sistema de democracia liberal mostra que a corrupção começa na candidatura dos representantes políticos. O capital é inescrupulosamente utilizado em panfletos, cartazes, bonés e outras ferramentas para alienar o povo. Milhões de reais que poderiam ser utilizados nos espaços públicos, com o objetivo de reduzir o quadro de desigualdade social no país são desperdiçados em gastos com as propagandas em rádios e na televisão.
O gasto exorbitante por representantes conservadores no país nas eleições é uma breve síntese do interesse burguês na tomada do poder. Burguesia essa que criminaliza os movimentos sociais e marginaliza a classe trabalhadora. Além disso, continua ela prostituindo os operários do campo e da cidade através de esmolas salariais.



Na atual conjuntura política em que vivemos, podemos perceber que a causa popular foi traída e abandonada por um governo que sempre se orgulhou em dizer que abraçava os interesses da maioria da população. Entretanto, vemos que o projeto petista, liderado pelo presidente Lula está à milhas distante da causa popular e da luta de classes. O que vemos nesse mandato é simplesmente o pacto com o neoliberalismo, através de acordos e incentivos ao agronegócio e o latifúndio.



Apesar da derrota popular em tal governo, vemos que os movimentos sociais agora se levantam mais uma vez contra a arquitetura de poder liberal, que cada vez mais se mostra ineficiente para combater as desigualdades sociais em nosso país e no mundo.



O debate aqui levantado é simplesmente uma ferramenta de reflexão, que pode nos auxiliar na queda desse sistema vigente. Além disso, a quebra de tal democracia liberal nos orienta a uma sociedade socialista que visa a transformação social.




Escrito por Luan às 14h31
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A ineficiência da economia capitalista:

 

Crescimento econômico X Desenvolvimento

 

Historicamente, o sistema capitalista, através de seus seguidores e propagadores, construíu o mito de que crescimento econômico é sinônimo de desenvolvimento. Para tentar desconstruir aqui esta mentira, farei abordagens inspiradas em Celso Furtado, economista que já na década de 70 escreveu “O mito do desenvolvimento econômico”, onde com maestria descreveu que crescimento não significa necessariamente desenvolvimento.   

 

Desenvolver uma sociedade, em síntese, significa ampliar o acesso aos bens e serviços essenciais para a existência digna dos cidadãos e cidadãs de uma pátria, tendo em vista a sustentabilidade das futuras gerações. Trata-se de buscar permanentemente um modelo que dê à todos condições menos desiguais de oportunidades, para a realização do desenvolvimento humano, que é algo que transcende às condições materiais.

 

Crescimento econômico é quanto a riqueza econômica uma nação consegue se acumular num dado período de tempo.

 

Vendo assim, parece banal e obvia a diferença entre desenvolvimento e crescimento. No entanto, a ausência de reflexão desta importante diferença no dia a dia, leva uma grande massa da população a pensar que estamos “no caminho certo”, quando, por exemplo, o PIB – Produto Interno Bruto, do país cresce em “X”%.

 

Pressupõe-se que para um bom modelo de desenvolvimento social, é salutar a existência de crescimento econômico. No entanto, o fato de uma nação acumular riqueza, dependendo da forma como se acumula, pode significar um declínio do desenvolvimento social.

 

No Brasil, estamos historicamente assentados num modelo econômico que fomenta a redução do desenvolvimento social, seja com acumulação ou não de riquezas.

 

Usarei o exemplo do motor de nossa acumulação de divisas, a exportação de produtos primários. Em 2007 crescemos o PIB em 5,4%, principalmente em função do saldo positivo da balança comercial (exportações – importações) que vem alcançando recordes pela voracidade do mercado internacional por “comodittes” (matérias primas).

 

No entanto, gerar divisas desta forma é depredar as condições necessárias para o desenvolvimento social ! 

 

Façamos um leve exercício. Imagine você, caro leitor, sendo um grande latifundiário. Cansado de ficar com a terra improdutiva, resolve plantar. Logo, ao pesquisar as melhores opções, descobre que se cobrir seu latifúndio de milho, feijão e arroz, ganhará X num período de 7 anos. E por outro lado, descobre que se plantar cana de açúcar, por este mesmo período, ganhará 2X, porque o governo está incentivando a construção de usinas de álcool.

Qual opção fará você, grande latifundiário?

 

Obviamente você, grande latifundiário, juntamente com seus amigos latifundiários, venderão no mercado internacional o álcool produzido. E juntos gerarão muitas divisas para o país. E incentivarão crescimentos econômicos da ordem de 5,4%. Ganharão tanto dinheiro, que tornar-se-á grande negócio comprar pequenas propriedades vizinhas. Até porque neste país pequenas propriedades possuem dificuldades de acesso à crédito, possuem dificuldade de produção e distribuição, apesar de ocuparem 30% do território nacional, têm acesso a somente 10% do credito rural oferecido pelo Estado e mesmo assim são responsáveis por 50% dos alimentos produzidos no país.

 

E o desenvolvimento social?

 

Onde fica o desenvolvimento social, quando o Estado incentiva este tipo de prática? Tudo bem, crescemos 5,4%, mas...pra que serve este crescimento? Para incentivar usinas de álcool? Que vão incentivar os latifundiários a expulsarem o homem do campo e jogá-lo na cidade a esmo? Gerando com isso mais violência e degradação social? E que qualidade de trabalho existe num plantio de cana? Cadê o desenvolvimento? Onde está o desenvolvimento social, quando se paga 7 reais num kg de feijão? Cadê ele, quando o solo é cada vez mais detonado com a prática da monocultura? Afinal, é mais importante abastecer carros dos países desenvolvidos (sustentando com isso um padrão de consumo que só destrói o planeta) ou gerar condições dignas para nosso povo?

 

Caro leitor – que certamente não se trata de um grande latifundiário. Busquei estas singelas provocações, para que estejamos sempre atentos às mitologias que nos são passadas nos jornais e salas de aula, como verdades “únicas”. Afinal, exemplos desta ordem caminham na direção do que para nós, comunistas, é algo bastante cristalino, de que o modo de produção capitalista é uma máquina de fazer disparidades.  

 



Escrito por Sammer Siman às 03h46
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A linha geral para combater o capitalismo sob democracias:

Os comunistas e a democracia capitalista

 

Os comunistas e a democracia

 

Nenhum comunista deseja uma ditadura. O primeiro modelo político dos comunistas, apontado por Karl Marx como exemplo no final de sua vida, foi a Comuna de Parais de 1871, o governo mais democrático que uma cidade já teve em toda a história da humanidade. O que permitiu aos bolcheviques a vitória contra as forças capitalistas foi a defesa do poder dos conselhos (soviets) de operários, soldados e camponeses, ou seja, a mais ampla democracia que a Rússia já conheceu. O fim do poder dos soviets, em 1936, foi o início da queda da União Soviética, que deixou de fazer jus a esse nome, obrigando os comunistas a recorrerem à ditadura para manter a revolução, o que não funcionou nada bem, comprovando a fraqueza do recurso.

 

Cada revolução vitoriosa que se seguiu à soviética baseou-se em tipos novos de democracia, com revogabilidade dos mandatos, poder direto sobre alguns assuntos ao invés de representatividade etc. Quando a estratégia da democracia de novo tipo, seja em que revolução for, fracassa, segue-se a derrocada da própria revolução.

 

Contudo, como se nota pelos exemplos acima citados, o que nós comunistas chamamos de democracia não é a democracia capitalista, chamada “liberal” ou “ocidental”, cujos exemplos, absolutamente todos, são somente o poder do capital legitimado por eleições espetaculares que não resultam em NENHUM poder por parte do povo! Contudo, apesar de críticos, os comunistas têm sido fiéis defensores mesmo dessa fajuta democracia capitalista.

 

Histórico

 

Nunca até hoje uma organização revolucionária desenvolveu-se e continuou revolucionária sob uma democracia capitalista, ou liberal, ou ocidental, ou como se queira chamar a farsa que legitima o poder do capital nos diversos países capitalistas.

 

As estratégias e táticas usadas por estas organizações não foram, em nenhum caso, de fato revolucionárias. Nem mesmo se pode dizer que seguiram cegamente os teóricos comunistas. Na verdade, o que quase sempre fizeram, ao arrepio de toda a literatura marxista, foi defender e, absurdo, acreditar na democracia capitalista mais que qualquer burguês. No caso brasileiro, existem ditos comunistas que confessamente acreditam na democracia liberal. Desde que existem no Brasil, os comunistas viveram defendendo a democracia capitalista dos ataques dos... capitalistas. Por um bom tempo, essa era uma estratégia justa, única possível, mas desde a Constituinte de 1988, iniciou-se o período em que ser revolucionário exige superar os marcos capitalistas, inclusive na questão do estado.

 

Fraquezas desse caminho fracassado

 

Primeira, a democracia capitalista é indefensável pois todos vêm que nem soluciona os problemas, muito menos permite planejamentos e avanços. Pelo contrário, colocou a sociedade em crise. Assim, voltam a crescer os adeptos de regimes autoritários.

 

Segunda, a tarefa de defendê-la deve ser de seus donos, os capitalistas. Ao fazermos o trabalho da direita é que essa fica com as mãos livres para defender posturas autoritárias. De fato, diante de propostas democráticas avançadas, os autoritários correm a defender a democracia capitalista, sendo obrigados a camuflar e recuar seus planos ditatoriais.

 

Terceira, a defesa da democracia capitalista é uma falsidade, portanto é anti-revolucionária. Os comunistas precisam desse critério para todos os seus discursos e bandeiras. É justo defender as liberdades democráticas das democracias capitalistas, como a liberdade de expressão, mas é mentira  e traição afirmar que o povo tem algum poder, ou responsabilidade, que o voto é um poder, que se o povo soubesse votar as coisas seriam melhores, ou seja, é traição mentir ao povo e culpa-lo pela ditadura do capital.

 

Um novo caminho

 

Temos que propor a caminhada para o socialismo, o que inclui, indispensavelmente, a superação da democracia capitalista, construindo as bases políticas para a revolução. Em primeiro lugar, nos movimentos sociais, onde a correlação de forças nos é mais favorável. E em concordância com essa política, nos municípios, estados e para o conjunto da República.

 

É claro que em cada movimento, em cidades pequenas e grandes, para os estados e o país, diferentes são os caminhos a seguir. Por exemplo, nos movimentos sociais, o poder das entidades de base é uma forma de democracia mais avançada que a liberal feita de grandes eleições. Já para os municípios, estados e a federação não temos similares às entidades de base, nem é possível inventar tal coisa, portanto serão necessários outros recursos.

 

Participar das eleições capitalistas é uma tática indispensável, mas somente é saudável com bandeiras revolucionárias, como a revogabilidade de todos os mandatos, a socialização de empresas estatais e reestatização e socialização das privatizadas, diversas formas de poder direto do povo, a completa e absoluta transparência das contas públicas, uma proposta de democratização da imprensa por meio da criação de uma imprensa socialista de nível local etc.



Escrito por Alex às 19h07
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Brasil envolvido nas guerras do mundo árabe

Deixemos o Irã em paz

 

O Brasil aceitou enviar um navio de guerra para as águas do mundo árabe, para participar de manobras, ou seja, provocações da marinha dos EUA contra o Irã.

 

O que fez contra nós o Irã? O que temos a reclamar da República Islâmica? Os EUA lançam sobre esse país a suspeita de que pretenda construir armas nucleares. Ora, o Irã não precisa dessas armas, e é necessário lembrar, nunca usou nenhum dessas contra  ninguém. Só um país, os EUA, já as utilizaram, contra os japoneses mas para aterrorizar o mundo.

 

O Irã é a antiga Pérsia, e como o povo de Ciro espalhou-se até o Mediterrâneo, e foi poderoso por séculos, e no Brasil recebemos sempre muitos imigrantes dessa parte do mundo, conclui-se que nas veias brasileiras corre muito sangue iraniano.

 

O presidente petista está cometendo mais um erro. Uma nau brasileira, tripulada por nossos bravos marujos, hasteando nossa bandeira, vai atravessar meio mundo, para provocar o mui antigo, nobre e pacífico povo persa... Sem nenhum motivo para isso !!!

Escrito por Alex às 21h20
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Os blogs comunistas

 

No encontro regional de Minas Gerais da Conferência de Organização do PCB, que aconteceu no início de 2008, a camarada Kênia, de Juiz de Fora, falou da importância dos blogs para a comunicação do Partido. Achei interessante, apoiei, mas no dia não consegui perceber toda a relevância do tema, para a comunicação, a organização e a formação dos comunistas.

 

Um blog é uma página da Internet. Não é como o sítio do Partido que tem várias páginas, mas para uma célula é o que basta, mesmo porque pode ser gratuito. São paginazinhas pouco visitadas no mais das vezes, e levam sobrenomes multinacionais, como .zip.net (caso do nosso de São João del-Rei), .blogspot etc., o que só acontece pela timidez do Partido, que não oferece logo as terminações .pcb.br e .ujc.br para nossos blogs. Mas essas paginazinhas podem ter para nós enorme validade.

 

FORMATIVA

 

Atualmente, centenas de internautas debatem nas páginas da Internet, a exemplo do Orkut, em comunidades marxistas diversas. Contudo, como se sabe, trata-se de um debate de péssima qualidade, um debate de surdos, cheio de provocadores, preconceituoso, desrespeitoso. Não são produzidos artigos nesses debates, mas um novo e inferior gênero literário, tipos de resumos mal feitos.

 

Os blogs permitem um novo caminho, pois nestes, muitas vezes, são publicados artigos de verdade, poemas, manifestos, textos mais completos e aprofundados. O que falta entre os blogs, com destaque para os comunistas, é o debate, o que o site do Partido poderia criara com uma beirada (uma colunazinha) escondida no pé da página principal.

 

Por exemplo, hoje, dia 13 de Agosto, teríamos os seguintes links nessa coluna:

 

“São João del-Rei (MG) - Os blogs comunistas

Franca (SP) - Tito Flávio: Ônibus de graça para todos

Nova Friburgo (RJ) – 1º de Agosto: 81 anos da UJC

Rio Preto (SP) – “Vermelho”

Rio Claro (SP) – Construindo a Governança Comunista do Rio de Janeiro”

 

Ou seja, teríamos o Partido para ler, em sua diversidade continental, e é isso que geraria o debate, daí as leituras, e respostas, e a conseqüente formação exigida por esse debate. As mazelas da formação apareceriam com mais clareza, obrigando os camaradas mais instruídos a responde-las. Cada blog permite o debate de cada um de seus artigos, e o debate poderia atingir um nível mais alto, um blog publicando um artigo em resposta a outro artigo, coisa que a iletrada esquerda brasileira raramente conheceu.

 

Esse debate animaria os blogs comunistas de todo o país, e o site do Partido ao mesmo tempo.

 

ORGANIZATIVA

 

O papel organizador da imprensa foi suficientemente defendido por Lênin, em “Por Onde Começar?” E em “Que Fazer?”. Atualmente questiona-se a real validade da Internet para a esquerda, visto que nem todos a utilizam, mas ninguém se lembra de que no início do século XX, quando os jornais Iskra e depois Pravda foram usados como instrumentos da organização do Partido Bolchevique, nem 10% da Rússia sabia ler! Assim como os jornais bolcheviques eram lidos em voz alta para os analfabetos, os bons artigos da Internet acabam impressos para os analfabetos digitais.

 

O fortalecimento da rede de blogs comunistas vai criar entre nós uma unidade e uma sintonia que as distâncias e continentais de nosso país nunca permitiram. A organização leninista só funciona com essa lógica, de união nacional ou internacional que permita ganhos de escala, divisão do trabalho, ou seja, a superação do trabalho artesanal com que mantemos esses blogs pouco visitados.

 

COMUNICATIVA

 

Tanto o site do Partido quanto os blogs passarão a ser mais visitados, inicialmente por um público interno, ou seja, por camaradas. Ainda mais se o Partido criar os provedores de blog .pcb.br e .ujc.br, pois então poderá colocar na coluna lateral de cada um desses blogs os links com as manchetes de seu próprio sítio.

 

Depois, a elevação das visitas diárias elevará a importância política desses blogs, que então se tornarão também referências locais, visitados pelo público externo ao Partido.

 

CONCLUSÃO

 

Além de todas as vantagens acima descritas, essas simples mudanças técnicas no site do Partido tornariam o PCB a organização inquestionavelmente mais democrática da esquerda, pois contaria com uma tribuna de debates permanente, sem censura nenhuma, com a única limitação de que exigindo organização e democracia na base, pois seriam blogs das células e comissões provisórias e não de indivíduos.

 



Escrito por Alex às 22h04
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Guerra na Geórgia

O império contra a Rússia

 

Nós, comunistas, fomos derrotados nesse grande país do norte, que já não constrói o socialismo, mas sim recua para o capitalismo desde 1959. Porém, o império capitalista, as potências que tentam falar em nome de todo o Ocidente, temem o povo russo, e pretendem esmagá-lo, dividi-lo em dezenas de republiquetas, empobrece-lo. Reconhece, o império, que o capitalismo não tem condições de resistir por muito tempo entre um povo que já provou o gosto do socialismo. Ademais, a Rússia não conseguiu voltar tanto ao capitalismo como afirma a mentirosíssima imprensa brasileira. Pelo contrário, há poucos anos teve que reestatizar os quatorze ramos mais estratégicos da economia, que foi o que permitiu cessar a catástrofe econômica que durou toda a década de 1990. O exército voltou a usar a bandeira soviética. O hino voltou a ter a música do hino soviético. Os comunistas continuam bem fortes, embora o governo esteja nas mãos de capitalistas confessos. O império permanece apreensivo quanto à Rússia.

 

Nessas Olimpíadas de 2008, o que os EUA fizeram foi testar os limites da paciência dos governantes russos, que têm seus rabos presos com as potências ocidentais que conhecem e têm provas dos enriquecimentos ilícitos que marcam a origem de toda a atual burguesia russa. Mandaram uma república fantoche, a Geórgia, atacar a Ossétia do Sul, um povo eslavo protegido por tropas de manutenção da paz de origem russa. Contudo, a Rússia já não está mais tão humilhada quanto na época de Yeltsin, e reagiu, protegendo seus compatriotas. Por enquanto, a Ossétia está salva, as tropas georgianas derrotadas aprenderam o quanto vale a amizade dos EUA, que só está ajudando com palavras.

 

Contudo, as agressões do império contra a Rússia não vão parar. Todos os separatismos serão incentivados, toda a propaganda será anti-eslava, as tropas da Otan, seus porta-aviões, submarinos e bases de mísseis continuarão a cercar a velha Rússia.

 

Hoje, é o Dia da Vitória, quando os russos comemoram a sua vitória sobre a Alemanha nazista. Que as armas que marcham sob o estandarte vermelho dos bolcheviques voltem a trazer a esperança!

Escrito por Alex às 14h17
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